Na pista: Dirigimos o esportivo híbrido Honda CR-Z, eleito o "Carro do Ano" no Japão

A tendência nos principais mercados automotivos do mundo é a oferta de carros mais eficientes em termos de consumo de combustível, utilização do conjunto mecânico e valores reduzidos de emissão de poluentes. Projetando este cenário também no mercado brasileiro, a Honda promoveu um evento com a imprensa especializada onde apresentou e explicou em detalhes a sua tecnologia híbrida presente nos modelos CR-Z e Insight. Dirigimos os dois na pista do Esporte Clube Piracicabano Automobilismo, e para começar, vamos falar sobre o coupé esportivo CR-Z.
Na pista: Dirigimos o esportivo híbrido Honda CR-Z, eleito o "Carro do Ano" no Japão
Clique nas fotos para ver em alta resolução. Nós já tínhamos conhecido o CR-Z em nossa cobertura do Salão do Automóvel, e na ocasião, achamos o carro bem interessante. Ao dirigi-lo, passamos a olhá-lo com outros olhos. Em primeiro lugar, estávamos dirigindo um esportivo que foi eleito o “Carro do Ano 2010/2011” no Japão, país reconhecido mundialmente pela alta tecnologia, logo, voltamos todas as atenções para as inovações e apurar na prática se o CR-Z realmente merece o título.
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Visual: O Honda CR-Z tem um visual ousado. De cara, o que chama a atenção são faróis – com lentes em azul e também com LEDs – além da grande entrada de ar dianteira e do capô alongado. O teto inclinado e a tampa traseira (com design que lembra o Citroën C4 VTR) completam o ar esportivo do modelo. Interior: Na parte interna, podemos classificar o painel por completo como futurista. O quadro de instrumentos é o que mais chama a atenção, principalmente por sua iluminação azul e pela disposição das demais informações, como o RPM na posição central, telas de LCD nas laterais do quadro de instrumentos e pelos demais controles localizados próximos ao volante. O acabamento interno no geral é de primeira.
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Motores: O CR-Z é equipado com dois motores: um motor à combustão de 1.5 litros que gera 102 cv de potência e outro elétrico que entrega 20 cv, totalizando 122 cv de potência. A Honda chama este sistema de IMA (Integrated Motor Assist – Motor de Assistência Integrado).
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Num primeiro momento pensamos: um esportivo com motor 1.5 de 122 cv? Bem, logo entendemos porque ele é classificado assim. Bastou entrar na pista para sentir o estilo de condução que oferece: o CR-Z é pequeno e leve, o sistema híbrida trabalha de forma impecável e o câmbio de seis marchas tem engates rápidos e precisos, o que possibilita obter respostas rápidas e muita agilidade.
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Outro destaque do coupé híbrido são os três modos de condução: Normal, Sport e Econ. A seleção é feita por meio de botões localizados à esquerda do volante. A condução do CR-Z no modo "Normal" utiliza o conjunto híbrido de forma mediana, possibilitando respostas satisfatórias ao pisar no acelerador. Quando acionamos o modelo Econ, o CR-Z fica 4% menos potente e o sistema IMA faz com que as respostas do acelerador sejam mais lentas, priorizando sempre a melhoria do consumo e a redução da emissão de poluentes. Neste modo, o CR-Z também muda a cor do quadro de instrumentos para verde enquanto você estiver dirigindo "tranquilo". Se forçar o pé no acelerador, a cor do painel volta para o azul.
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Depois de algumas voltas nos modos Normal e Econ, provamos o lado esportivo do modelo. Ao acionar a tecla Sport, o CR-Z assume respostas mais diretas e seu conjunto passa a trabalhar de forma a privilegiar o desempenho. Como gasta e polui mais, neste modo o painel fica vermelho. Na pista a diferença também é clara: respostas mais rápidas e mais agilidade.
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O CR-Z é um veículo ágil e sua direção que responde ao menor toque no volante. A suspensão é firme e não deixa a carroceria "balançar" ao entrar nas curvas de modo mais agressivo, que aliado ao sistema de controle de estabilidade, deixa o carro "grudado" no chão. Não abusamos da velocidade, pois o foco era conhecer a tecnologia híbrida do carro, mas em pisadas mais firmes, o CR-Z mostrou um bom apetite pela velocidade.
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Com o CR-Z testamos pela primeira vez o funcionamento do famoso sistema start/stop. Depois de duas voltas, simulamos uma parada na pista como se fosse um semáforo. Ao parar completamente o carro, de uma forma incrivelmente suave, o motor é desligado (imediatamente a rotação cai a zero), permanecendo apenas com a parte elétrica ativa (rádio, ar-condicionado, iluminação, vidros elétricos, etc). O motor é acionado em questão de segundo ao engatar uma marcha - qualquer uma. Uma pessoa que não sabe que o carro é equipado com este sistema corre o risco de nem perceber este processo devido a forma sútil que ocorre.
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No geral, o carro é excelente e encontramos apenas duas coisas que consideramos negativas no modelo: o espaço praticamente perdido nos bancos traseiros (existe uma espécie de mini-banco, com espaço extremamente reduzido para as pernas - parece que o carro foi feito para duas pessoas) e também a visibilidade traseira que é prejudicada devido à janela traseira bipartida.
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Sobre a venda do modelo no Brasil, Alfredo Guedes engenheiro da Honda, explicou que empresa tem interesse em comercializar os dois carros no país, mas que a marca ainda aguarda uma política clara e definida do governo brasileiro para isso. Assim que for definida uma política, a Honda espera poder comercializar os carros com preços "acessíveis", citando valores abaixo de R$100 mil.
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A expectativa da Honda é poder oferecer seus modelos híbridos no Brasil em até dois anos.
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