Fiat nega plena aquisição da Chrysler e interesse pela Opel

Sergio Marchionne, CEO da Fiat, afirmou que a montadora não está negociando a aquisição plena do Grupo Chrysler. Durante a apresentação da versão europeia do utilitário esportivo Dodge Journey - que por lá e aqui no Brasil se chamará Fiat Freemont -, o executivo conversou com os jornalistas e afirmou que, embora as duas montadoras tenham rapidamente se integrado, “uma abertura de capital da Chrysler não está prevista para este ano”. No início do mês, a montadora italiana concordou em pagar US$ 500 milhões pelos 6% da Chrysler que ainda restam ao governo dos Estados Unidos, assim como ofereceu US$ 125 milhões pela participação canadense (1,5%) na companhia. Além disto, a Fiat adquiriu os direitos do governo dos EUA para comprar as ações pertencentes ao fundo de saúde dos aposentados da indústria automobilística – o United Auto Workers. De acordo com Marchionne, a Fiat possui liquidez suficiente, mas não tem urgência em emitir novos títulos. Na semana passada a empresa confirmou suas metas financeiras para 2011, incluindo um resultado líquido de aproximadamente 300 milhões de euros. Para tanto, o CEO tem pressionado a Chrysler para que a mesma eleve suas vendas globais em 32%; o que significa um aumento no lucro anual de US$ 200 milhões para US$ 500 milhões. Só no primeiro trimestre a marca norte-americana registrou um lucro líquido de US$ 116 milhões – o primeiro desde o decreto de sua falência, em 2009. A respeito das especulações feitas sobre um possível interesse na Opel, Marchionne afirmou que a Fiat não está interessada em adquirir a empresa pertencente à General Motors. Segundo ele, o interesse existiu no passado, quando a Opel estava à venda. Por: Michelle Sá / Fonte: Autonews

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