Onda verde: automóveis contarão com selo de consumo de combustível a partir de 2012

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não ficou nada satisfeita com os planos do governo federal de criar um selo para classificar os automóveis de acordo com seu consumo e emissão de poluentes. Impulsionado pela “onda verde” e em meio à recente crise no abastecimento do etanol, o governo viu a necessidade de discutir a qualidade dos veículos nacionais e os incentivos necessários para que a indústria automobilística investisse em tecnologias mais eficientes e menos poluentes. O plano, que surgiu durante o governo Lula, também “ofertará” incentivos fiscais. Na Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), que deve ser anunciada nos próximos meses, o governo fará uso de uma regra similar a dos produtos eletroeletrônicos, isto é, quem fabricar automóveis com maior conteúdo nacional terá direito a créditos tributários. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, o momento é oportuno para levantar discussões sobre a produção de carros híbridos – que poluem menos e minimizam a dependência da gasolina e do etanol. Dentro de alguns anos, o selo poderá servir para a concessão de outros incentivos fiscais, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Atualmente, para os carros elétricos esse tributo equivale a 25%. Antes, havia diversas maneiras de classificar a capacidade energética dos carros no Brasil e os técnicos tinham dificuldades em estabelecer benefícios tributários por não saberem quem merecia descontos: se os veículos mais econômicos ou os menos poluentes. A princípio, o novo selo, que se juntará aos selos do Ibama (nota verde) e do Inmetro (indicador de eficiência energética), não será obrigatório. A expectativa, no entanto, é de que comece a valer já para os modelos 2012. Por: Michelle Sá / Fonte: Gazeta Web

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