VÍDEO: Governo de Pernambuco lança campanha forte contra imprudência de motociclistas

Quando o atual código de trânsito passou a vigorar no Brasil, mais precisamente no dia 23 de setembro de 1997, imaginou-se que as novas regras intimidariam àqueles que as desrespeitassem. Em meio às expectativas, deixou-se de observar que a legislação, além de contraditória e imperfeita, focava apenas veículos automotores e excluía pedestres assim como outros tipos de veículos como, por exemplo, as motocicletas. E os números são assustadores. Somente no ano passado foram gastos 8 bilhões de reais com acidentes envolvendo motoqueiros. No total, dez mil pessoas faleceram e outras 500 mil ficaram feridas. O comportamento agressivo - agravado pelo desrespeito aos limites de velocidade e à associação entre álcool e direção -, a imprudência e a ausência de equipamentos de segurança estão entre os fatores levados em conta para traçar o perfil das principais vitimas: homens com faixa etária entre 20 e 39 anos. Muitos sequer possuem habilitação para conduzir uma moto. Entre os estados que saíram da letargia e passaram a tratar a questão como problema de saúde pública está Pernambuco. Alarmado com o número de óbitos, ocasionados por acidentes de moto, o governo pernambucano chegou a lançar uma cartilha com orientações para os condutores de motocicletas. Mas isso não foi suficiente para minimizar a quantidade de desastres. Os motoqueiros continuaram a desrespeitar as regras de trânsito e lotar os leitos hospitalares. A autoridade pública passou, então, a vincular nas redes de TV locais três propagandas – mais do que realistas – retratando os riscos para quem pilota infringindo as normas de trânsito. As imagens são fortes, porém necessárias: http://www.youtube.com/watch?v=zIUCOe0FW1Q http://www.youtube.com/watch?v=ST7Y_YjVEtk http://www.youtube.com/watch?v=YtRYw-bzYzM Quem dera inspirassem os legisladores para que alterassem as leis impondo regras concisas e severas àqueles que as desrespeitassem - fossem eles motoristas, motociclistas ou mesmo pedestres. Por Michelle Sá / Fonte: O Globo

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