Crescimento das importações de veículos preocupa montadoras nacionais

Representantes da indústria automotiva e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC estimam que em 2011 as importações brasileiras atinjam um volume aproximado de 1 milhão de veículos. Isto representaria 52% a mais em relação ao total de automóveis produzidos no exterior e vendidos aqui, em 2010. Estatísticas já demonstram uma perda considerável no volume de vendas entre as montadoras nacionais. Por conta disto, o setor deixou de criar 20,5 mil vagas diretas, além de 102,6 mil na cadeia automotiva com a venda de 660 mil unidades importadas no ano passado – como apontou um estudo do Dieese e do sindicato. De acordo com Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, caso as vendas de importados avancem os postos de emprego cairão ainda mais. Na última sexta-feira, empregados da Volkswagen, Mercedes-Benz, Ford, Scania e Toyota paralisaram a via Anchieta em protesto contra a desindustrialização no setor. "Os trabalhadores não querem apenas apertar parafusos. A indústria nacional precisa ser fortalecida. Não podemos seguir o mesmo caminho dos setores calçadista e têxtil que passaram a ser apenas importadores", afirmou Nobre. Para Nilton Júnior, diretor da Volkswagen, a desoneração da folha de pagamentos deverá passar por discussões. "O desafio é como manter salários elevados e benefícios, nessa relação diferenciada que existe na região e ao mesmo tempo ser competitivo". Conforme os dados da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que representa 30 importadoras, das 660 mil unidades vendidas em 2010, 105 mil são de associados. A diferença vem das próprias montadoras que importam com incentivos. Por: Michelle Sá / Fonte: 24 Horas News

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