Presidente da GM vê riscos na América do Sul

Mesmo diante da forte expansão do comércio automotivo na América do Sul, Jaime Ardila, presidente da divisão sul-americana da GM, reconhece que a indústria automobilística enfrenta problemas para crescer na região, em especial no Brasil. Taxas de câmbio desfavoráveis que encarecem os produtos no mercado internacional, contínuas altas dos custos trabalhistas e a competição com os importados asiáticos são três grandes barreiras que comprometem o crescimento industrial. Sobre a taxa cambial brasileira, o executivo argumenta que a desvalorização de nossa moeda seria “desejável” para aumentar a competitividade dos produtos nacionais. Entretanto, admitiu que não espera tal comportamento por parte do governo federal e disse que teriam que aprender a conviver com isso e elevar a competitividade de outras formas. Outra questão abordada e que deve ser considerada diz respeito à melhora da infra-estrutura do país em formar mão-de-obra qualificada para a indústria. Segundo Ardila, os impostos até poderiam ficar no mesmo nível em que já se encontram. Todavia, haveria um enorme ganho de competitividade se houvesse uma simplificação do sistema. “Aqui temos centenas, senão milhares, de pessoas na empresa dedicadas exclusivamente a entender e lidar com a alta complexidade das taxas e tributos do país”, salientou durante a divulgação dos resultados financeiros obtidos pela montadora norte-americana em todo o mundo. Por: Michelle Sá / Fonte: Automotive Business

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