Veículos adaptados garantem a autonomia de pessoas com deficiência

Durante muito tempo ser portador de algum tipo de necessidade especial significava longas horas em casa e total dependência de familiares e amigos. Dirigir um carro, então, era algo impensável e praticamente impossível para a grande maioria. Os veículos adaptados eram caros e quase não existiam empresas que realizassem serviços para esse público em especial. Os tempos mudaram, a tecnologia automotiva avançou e agora já é possível modificar um automóvel convencional num modelo adaptado em questão de horas. Embora mais acessíveis, os valores cobrados para se adaptar um veículo ainda podem pesar no bolso de alguns. Em Recife (PE), por exemplo, os serviços mais simples podem variar de R$ 800 a R$ 3.800. As adaptações variam de acordo com os tipos de deficiência física, que devem ser determinadas por uma junta médica do Departamento Estadual de Trânsito. Dentre as modificações mais comuns estão aquelas que levam os controles ao alcance das mãos dos condutores. Pessoas que não possuem as duas pernas também podem guiar seus veículos graças à transferência dos pedais do acelerador, do freio e da embreagem para uma alavanca próxima à mão do motorista. Se por um lado a tecnologia, dentro do possível, garante a autonomia de muitos, por outro os portadores de necessidades especiais ainda sofrem para encontrar autoescolas capacitadas a ensiná-los a guiar. Além da falta de veículos adaptados os instrutores também não estão preparados para orientá-los. E não para por aí. Como cada usuário tem uma deficiência diferente as alterações nos veículos também são específicas. Para agravar a situação, nossa legislação de trânsito não obriga os centros de formação de condutores a terem carros preparados para tais situações e o acesso à informação sobre o assunto ainda é difícil. Para que um portador de necessidades especiais possa transitar com um carro adaptado é preciso, antes, tirar a carteira de habilitação - assim como nos demais casos. Além disto, no documento do veículo deverão constar as alterações feitas para adequá-lo às necessidades do motorista. Por Michelle Sá / Fonte: Jornal do Commercio (por Sofia Costa Rêgo)

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