Garagem CARPLACE: Rodando 1.000 km com a JAC J6 entre cidade e estrada

Passada toda a correria e ajustes do novo visual do CARPLACE, estamos retomando a avaliação da JAC J6. Durante o período de avaliação rodamos pouco mais de 1.000 quilômetros, entre trânsito pesado e duas viagens com o "carro cheio". Confira as impressões.
Garagem CARPLACE: Rodando 1.000 km com a JAC J6 entre cidade e estrada
Cidade Foram alguns dias rodando no trânsito pesado de São Paulo e no horário de pico. Mesmo com a ausência do câmbio automático, a J6 não desapontou. O modelo possui um bom ajuste de embreagem e câmbio, o que possibilita trocas de marchas precisas e que não demandam esforço. Se não oferece a comodidade das trocas automáticas, por outro lado permite ao motorista controlar melhor a questão do consumo de combustível. Por ser um carro pesado (1.500 kg de peso total), o motor 2.0 16V demonstrou ser o conjunto acertado para o modelo. Em saídas, a JAC J6 é um pouco lenta, mas dependendo da forma de condução e habituando-se a rodar sempre com giro do motor alto, é possível contornar essa situação. Já em alta velocidade, o motor deslancha sem esforço.
Garagem CARPLACE: Rodando 1.000 km com a JAC J6 entre cidade e estrada
No quesito visibilidade, a J6 peca na visão diagonal dianteira devido à espessura da coluna A, o que é relativamente suavizado pela pequena janela espia. Ao volante, o carro oferece uma posição confortável para dirigir, com espuma dos bancos de boa densidade que acomoda bem os passageiros. A ergonomia de acesso aos comandos do carro, como sistema de som, ar condicionado e demais alavancas também é feita sem esforço. Um detalhe que poderia ser melhorado é a disposição da conexão USB, a qual é feita por um cabo extensor, sendo que o mais interessante seria ser posicionada dentro do porta-objetos. A suspensão também oferece bom conforto e estabilidade ao modelo, mas por deixar a J6 baixa, acaba fazendo com que a parte dianteira raspe com facilidade em valetas e entradas um pouco mais inclinadas, como entradas de garagem e estacionamento.
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Na estrada Tivemos a oportunidade de fazer duas viagens com a JAC J6, com o carro cheio nas duas vezes. Na primeira, descemos até o litoral de São Paulo, sendo parte pela Rodovia dos Imigrantes e parte pela Rodovia Anchieta. O retorno também foi feito pelas duas rodovias. O que mais chamou a atenção durante o percurso, com sete ocupantes, foi principalmente a estabilidade e o desempenho do motor. Equipada com as rodas de liga leve de 17 polegadas, o modelo ofereceu muita segurança nas sinuosas e fechadas curvas da Rodovia dos Imigrantes. Os freios também passaram segurança. Na segunda viagem que fizemos foi até o interior de São Paulo. Também com sete ocupantes, rodamos pela boa Rodovia Castelo Branco sempre de forma tranquila. Rodando a 120 km/h, o nível de ruído interno é baixo. Mesmo com o ar condicionado ligado, o motor 2.0 respondeu de forma satisfatória quando foi exigido.
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Os sete lugares Na primeira viagem, um adulto e uma criança foram nos dois últimos bancos. Para acessar estes bancos é possível rebater completamente os bancos das laterais. No entanto, o assoalho elevado na parte traseira torna um pouco desconfortável a viagem de adultos nestes bancos. Para melhorar um pouco a situação, recua-se os bancos do meio o máximo possível para a frente (os três bancos intermediários possuem ajustes longitudinais e de encostos independentes).
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Na segunda viagem, encontramos a melhor forma de "encher" o carro: duas crianças nos bancos de trás, uma cadeirinha de bebê e dois adultos nos bancos intermediários e dois adultos na frente. Com a ocupação completa, o espaço do porta-malas fica bastante reduzido, não sendo possível colocar malas por exemplo.
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Acompanhe na próxima matéria o consumo e considerações finais da JAC J6.

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