Novo Kia Picanto Flex: Impressões ao dirigir, consumo de combustível e mais fotos

Na última sexta-feira (26), em continuidade ao evento de lançamento promovido pela Kia Motors em Indaiatuba, interior de São Paulo, o CARPLACE teve a oportunidade de testar o Novo Picanto na pista particular da Fazenda Capuava. Confira as impressões ao dirigir e também os detalhes do acabamento interno.
Novo Kia Picanto Flex: Impressões ao dirigir, consumo de combustível e mais fotos
CLIQUE NAS IMAGENS PARA VER EM ALTA RESOLUÇÃO Com seu posicionamento de marca global, a Kia Motors vem mudando radicalmente o visual de seus carros com a ajuda de Peter Schreyer, chefe de design global da marca. Com o Novo Picanto não foi diferente. O diretor de marketing internacional da Kia Motors Corporation, Soon-Nam Lee, por exemplo, afirmou que o modelo deixou ter aquele visual característico de modelo coreano, um pouco inspirado em desenhos (mangá), "diferente" e agora "se tornou um carro adulto."
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De fato, Lee tem razão. Só de bater o olho rapidamente percebe-se uma evolução em termos de design, como já falamos anteriormente. Mesmo sendo um carro compacto, a mesma evolução é observada na parte interna. O painel e revestimentos das portas são de plásticos, mas demonstram boa qualidade e encaixes precisos.
Novo Kia Picanto Flex: Impressões ao dirigir, consumo de combustível e mais fotos
Consumo do Novo Kia Picanto A marca não divulgou os dados oficiais, mas a pergunta foi recorrente na apresentação do modelo. Uma das virtudes da geração anterior era justamente o baixo consumo de combustível. De forma extra-oficial, a Kia informou, sempre destacando que não eram dados definitivos, que o consumo médio do novo Kia Picanto é de 15 km/litro quando abastecido com gasolina e de 9 km/litro quando abastecido com etanol, na versão com câmbio mecânico. Na versão equipada com câmbio automático, o consumo cai para 14 km/litro com gasolina e 8 km/litro quando abastecido com etanol.
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Impressões ao dirigir Ao entrar no Novo Picanto, a sensação oferecida pelo acabamento é de se estar num carro de categoria superior. O volante é anatômico, revestido em couro e tem uma pegada esportiva. O banco do motorista possui ajuste de altura que junto ao ajuste de altura do volante, possibilita encontrar a posição ideal para dirigir rapidamente, mesmo sem oferecer o ajuste de profundidade.
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Ao dar a partida no carro, nada de vibração dentro do carro. O motor vibra um pouco sim, mas o trabalho feito pela engenharia conseguiu isolar bem essa característica de um propulsor de 3 cilindros. Outra dúvida deste motor seria sobre um ruído excessivo, mas este problema não afeta o Novo Picanto (levantando a tampa do capô ouve-se o ruído diferente do motor, mas isso não passa para dentro da cabine). A direção elétrica é progressiva, sendo extremamente leve em baixas velocidade e ganha mais peso à medida que a velocidade aumente.
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Na pista da Fazenda Capuava pudemos dar três voltas com a versão equipada com câmbio manual, três com o câmbio automático e uma volta rápida com um piloto profissional. Na versão equipada com o câmbio manual, o Novo Picanto mostrou desempenho modesto e o câmbio encaixes suaves. Pisando forte com o ar condicionado ligado e duas pessoas, o esforço do motor nos faz relembrar que estamos num carro de entrada, pois o Picanto demora a embalar. Nas curvas, algumas bem acentuadas na pista de Capuava, o comportamento do modelo foi um dos destaques, sempre transmitindo segurança durante todo o percurso.
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Na parte mais extensa da pista, alcançamos a velocidade máxima de 120 km/h, ocasião em que o barulho do motor começa a invadir a cabine, mas não chega a incomodar. Na versão equipada com o câmbio automático, num estilo de condução normal (posicionando o câmbio em D apenas), o desempenho do carro fica do carro fica um pouco limitado. O Picanto demora ainda mais para pegar velocidade, porém, o câmbio é automática mesmo, e por isso, oferece o conforto de trocas suaves sem trancos. Volta Rápida Na apresentação, também foi possível dar uma voltar rápida no circuito. Ao volante, um piloto profissional esmerilhava a versão automática de forma surpreendente. Sempre com o câmbio na posição “2”, o Picanto entrava forte nas curvas, os pneus cantavam alto e em algumas freadas, a fumaça subia, mas o compacto continuava firme em sua trajetória. Situação muito fora do comum para a proposta do carro, mas serviu para mostrar que mesmo “altinho”, o Picanto possui um bom ajuste na suspensão. Em resumo, o Kia Picanto agrada pela qualidade e visual do acabamento interno. O motor 1.0 de 3 cilindros não é barulhento como se previa e nem mesmo transmite vibração para a parte interna. A versão equipada com câmbio manual tem engates suaves e tem uma tocada mais esperta, dentro dos padrões esperados para um modelo 1.0. Já a versão automático é um pouco mais lenta, mas traz o conforto de trocas de marchas sem trancos (não é automatizado), bom para o trânsito das grandes cidades.

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