Avaliação - Fiat Bravo Essence 1.8 16V e.TorQ 2011 (Manual)

Lançado em de novembro de 2010 no Brasil, o Fiat Bravo chegou para substituir o cansado Stilo. O Bravo é fabricado em Betim (MG) e chega ao Brasil com a última reestilização feita no mercado europeu. O hatch chega em duas versões de acabamento, a de entrada Essence e mais completa Absolute. A versão T-Jet também está programada para este ano. O modelo avaliado foi a versão mais simples, a Essence 1.8 16V Flex, mas com quase todos os opcionais disponíveis para esse nível de acabamento.
Avaliação - Fiat Bravo Essence 1.8 16V e.TorQ  2011 (Manual)
Clique nas imagens para ver em alta resolução. O Bravo tem linhas bem marcantes e que chamam muita atenção, principalmente quando visto ao vivo. De frente destacam-se os faróis e a grade dianteira, que lembram o Punto, mas com personalidade própria. O capô tem vincos nas extremidades, que deixam suas formas mais atraentes. O pára-brisa é bem inclinado, assim como o teto, que tem sua área reduzida até chegar à tampa do porta-malas, que se destaca pelo vidro traseiro em forma de “U” com as lanternas traseiras convexas. As luzes da marcha à ré foram instaladas na parte inferior do para-choque traseiro em uma área de plástico preto.
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Visto de lado o Bravo exibe linha da cintura alta que se estendem até a parte traseira, formado uma linha contínua com muitos vincos e cortes retos na lataria. O visual é completado com as rodas de 16 polegadas polidas de 17 raios e com fundo escuro. O modelo avaliado tinha a cor azul Maserati e chamou bastante atenção durante o teste, não passando desapercebido pelas ruas do Rio de Janeiro, principalmente pelos donos de Punto e Linea, que sempre davam uma espiada nas formas ousadas do Bravo.
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Por dentro o Bravo é muito bem acabado, mérito digno de seu preço elevado, com materiais de boa qualidade, tanto nas portas, quanto no tablier, muito superior ao do Stilo em todos os aspectos. Os encaixes são perfeitos e nada fica fora do lugar como a posição dos comandos dos vidros, do ar-condicionado digital, do sistema de som entre outros. O acabamento é completado por detalhes na cor prata e apliques que imitam fibra de carbono espalhados por todas as partes.
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A ergonomia quase perfeita é auxiliada por vários confortos oferecidos ao motorista e passageiros como, por exemplo, as regulagens de altura e distância do banco do motorista que faz conjunto com a regulagem de altura e profundidade da coluna de direção. Um problema notado em toda a avaliação foi o encaixe do cinto de segurança, o qual oferece pouco espaço entre o banco e o console central para efetuar a tarefa diária. Para quem vai no banco traseiro, o espaço é limitado, mas sem muitas restrições. O modelo avaliado contava com bancos de tecido. O Bravo também oferece vidros, retrovisores e travas elétricas como itens de série, que facilita ainda mais o convívio diário com o carro. Durante o teste, o silêncio na cabine foi praticamente constante, mas em certos momentos apareciam barulhos vindos da porta dianteira direita e do porta-malas, mas nada que incomodasse.
Avaliação - Fiat Bravo Essence 1.8 16V e.TorQ  2011 (Manual)
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Após acertar a posição de dirigir e verificar todos os comandos que o Bravo oferece, é hora de ligar o motor e ver se ele tem fôlego para empurrar seus 1.340 kg. O Bravo Essence tem sob o capô um motor 1.8 16V eTorQ Flex, que rende 132 cv com etanol e 130 cv com gasolina e torque máximo é de 18,9 kgfm com etanol (18,4 kgfm com gasolina). O modelo cedido para testes estava equipado com um câmbio manual de cinco marchas, mesmo com as trocas um pouco travadas, o pequeno problema não atrapalhou o teste e não deixam dúvidas de sua capacidade para enfrentar um trânsito pesado, ou uma estrada sem cansar o motorista. A embreagem é bem leve e o freio não dá aquele susto tradicional dos modelos de entrada da marca, que a um simples toque parecem que vão ancorar o carro no asfalto.
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Ao pequeno toque do acelerador é possível sentir toda a potência do motor, o qual se desenvolve bem com as trocas de marcha feitas sempre aos 4.500 rpm. As ultrapassagens são feitas sem sustos, mas as retomadas são bem lentas no trânsito. Se de um lado o motor esbanja potência, o consumo não ajuda. Usado o tempo todo no trânsito pesado do Rio de Janeiro, sempre com ar-condicionado ligado e abastecido de etanol, o Bravo marcava no computador de bordo a média de 4,0 a 5,0 Km/l, fator preocupante para quem for usar o carro diariamente. O Bravo não foi avaliado com gasolina. A suspensão é bem macia e usa o sistema de eixo de torção na traseira. O convívio com o Bravo foi bem agradável, o sistema de direção elétrica na função “City” deixa as manobras mais fáceis e até divertidas, apesar da largura de sua carroceria e da pouca visibilidade do vidro traseiro. Talvez seja por isso que a montadora oferece como opcional os sensores de estacionamento na dianteira e na traseira.
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O Fiat Bravo Essence 1.8 16V Flex parte de R$ 56.330 e já vem com muitos itens de série, como airbag duplo, ar condicionado, banco traseiro bipartido com três apoios de cabeça, alarme com acionamento na chave tipo canivete, computador de bordo, direção elétrica progressiva, faróis de neblina, freio a disco nas quatro rodas, sistema de som mp3, vidros elétricos nas quatro portas, piloto automático, saída de ar para o banco traseiro e rodas de ligaleve de 16 polegadas. e ar condicionado de duas zonas. Entre os opcionais, a versão Essence oferece freios ABS, ar condicionado digital, sistema de som com subwoofer, teto solar elétrico Skydome, sistema de navegação por satélite, espelho retrovisor interno eletrocrômico, sensor crepuscular, sensor de chuva, sensor de estacionamento traseiro e dianteiro, rebatimento elétrico dos retrovisores externos, bancos revestidos parcialmente em couro nas cores preta ou marrom, entre outros itens. Se optar pelas cores metálicas, será adicionado R$ 1.050, a Fiat oferece garantia de dois anos. Seguindo as configurações do site oficial da Fiat, o modelo avaliado custa R$ 60.075. Entre seus principais concorrentes estão o Hyundai i30, Ford Focus, VW Golf e o Chevrolet Vectra GT.
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FICHA TÉCNICA Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.747 cm3 Potência: 132 cv (a) e 130 cv (g) a 5.250 rpm Torque: 18,9 kgfm (a) e 18,4 kgmf (g) a 4.500 rpm Câmbio: manual, de cinco marchas Pneus: 205/45 R16 Porta-Malas: 400 litros Peso: 1.340 kg Emissões de CO2: A montadora não informou Dimensões: comprimento (4,34 m), largura (1,79 m), altura (1,50 m) e distância entre-eixos (2,60 m)
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Texto e Fotos: Marcus Lauria

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