Garagem CARPLACE#4: Honda HR-V LX faz sucesso na cidade apesar do preço gourmet

Não adianta torcer o nariz e dizer que ele não vale o que custa. O Honda HR-V caiu no gosto dessa nova onde de consumo de SUVs com proposta muito mais urbana do que esportiva. Após 15 dias com o modelo EXL topo de linha, foi a vez de rodarmos com a novidade na versão LX, a mais básica com câmbio CVT.
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Para começar, o acabamento e a lista de equipamentos não me deixam mentir: o carro é mesmo caro. Os bancos são revestidos de tecido, não há acendimento automático dos faróis ou um simples "coming and leaving home" (iluminação com os faróis quando se abre ou trava as portas pelo botão na chave). Também não há luzes de cortesia nos para-sóis, sensor de estacionamento traseiro ou comandos do som no volante - coisas um tanto comuns num carro de mais de R$ 70 mil, ou, para ser mais preciso, R$ 78.600 considerando a pintura metálica da unidade avaliada.
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Por falar em som, o sistema desta versão é bem simples e exibe as informações espremidas numa telinha de duas linhas. Pelo menos há entrada USB e Bluetooth para fazer e realizar chamadas, ainda que seja difícil ler os contatos ali naquele pequeno display. De mais significativo, nesta versão não há a possibilidade de troca das marchas virtuais do câmbio CVT, mas existem as opções de condução no modo D, S (Sport) que segura a rotação em giro mais alto e a L, para descidas ou subidas íngremes.
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Se para você tudo isso é apenas perfumaria, o HR-V nesta versão não deixará a desejar. O visual externo é o mesmo da versão topo de linha, com exceção dos faróis auxiliares de neblina. As rodas de liga aro 17" também possuem o mesmo desenho. Pelo menos no estilo, todos são iguais. O espaço interno é outro ponto positivo. Na frente, motorista e passageiro encontram boa área para as pernas. Atrás também há espaço generoso. Nesta época de férias, precisei colocar uma bicicleta infantil no porta-malas e consegui, inclusive, deixá-la em pé. Precisei apenas tirar o tampão e ainda sobrou espaço para outros brinquedos. Quem tem criança em casa sabe que os brinquedos brotam do nada e todo espaço é bem vindo. Se mesmo assim precisar de mais espaço, há o sistema ULT do banco traseiro que permite várias configurações de rebatimento - um dos grandes destaques do modelo.
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Meu convívio com o HR-V foi em grande parte urbano. Aqui em São Paulo, com a velocidade reduzida para 50 e 70 km/h nas principais vias expressas, não havia a menor chance de andar mais rápido. Assim, rodando até 70 km/h, o HR-V reafirmou uma virtude que havia percebido no test-drive de lançamento: ele é extremamente silencioso. Sem pressa, deixo o câmbio sempre na posição D e o ganho de velocidade é tranquilo. Sua suspensão bem acertada também ajuda a enfrentar as ruas esburacadas, valetas e lombadas sem "medo de estragar". Há também a posição mais elevada para quem gosta de dirigir assim. Abastecido com etanol e quase sempre com três pessoas a bordo, o consumo ficou na casa dos 8 km/litro. No pouco que rodei em estrada, o carro me transmitiu muita segurança e ótima estabilidade em curvas. Vale lembrar que todas as versões possuem controle de estabilidade.
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A minha conclusão do HR-V como carro e dirigibilidade é de que se trata de uma ótima opção para a vida urbana, mas ele cobra muito caro por isso. Se é para gastar, fique com a intermediária EX, um pouco mais equipada. A jogada da Honda de manter o mesmo visual para todas as versões, com exceção da de entrada com calotas, foi uma tacada de mestre. Assim, vemos o HR-V cada vez mais nas ruas sem saber se o dono pagou caro ou muito caro. Fotos: Honda HR-V LX CVT 2015

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