Garagem CARPLACE: Vida a bordo do Sentra CVT no trânsito

Sem dúvida um dos principais diferenciais do Nissan Sentra é o câmbio automático Xtronic CVT. Para verificar o comportamento no dia a dia, nada melhor (ou pior) do que enfrentar a temível hora do rush em São Paulo. O grande apelo comercial do Sentra é a troca de marchas “sem trancos” do câmbio CVT, a qual em condições normais de condução, é realmente zero. Queremos dizer condições normais quando dirigimos de forma linear, ou seja, sem ficar afundando o pé no acelerador. Nesse quesito, o Sentra desbanca qualquer adversário.
Garagem CARPLACE:  Vida a bordo do Sentra CVT no trânsito
Em um carro equipado com câmbio automático comum, ao pisar mais forte no acelerador a marcha é reduzida em um ou dois níveis, o que gera fortes trancos. Com o Sentra existe uma redução perceptível, que também é forte (mas não necessariamente um tranco) quando se exige mais. Em determinadas situações, como não existe um ponto definido (marcha em si), o câmbio CVT fica procurando o melhor escalonamento, o que pode passar a impressão de que está “perdido”.
Garagem CARPLACE:  Vida a bordo do Sentra CVT no trânsito
Outro ponto a destacar é o silencio a bordo. Poucos carros disponíveis no mercado possuem um nível de ruído interno tão baixo quanto o Sentra. Nada de plástico batendo ou barulho do atrito dos pneus em velocidade média (60km/h a 80km/h). Passamos em ruas esburacadas, com asfalto totalmente irregular e mesmo assim a acústica interna deu conta do recado. Um ponto negativo é o ponto cego dos retrovisores laterais, que apesar de serem grandes, possuem uma grande área sem visibilidade. Este fato também foi constatado por um amigo convidado a dirigir o carro, o qual por duas situações, não conseguiu enxergar um carro na lateral ao tentar de mudar de faixa. Pode ser uma questão de costume, mas definitivamente, não gostamos do que vimos (ou melhor, não vimos). Outro item que falta no modelo avaliado é o retrovisor interno fotocrômico (ou retrovisor electrocrômico). Para quem não conhece, é uma funcionalidade que faz o retrovisor interno escurecer automaticamente quando a luz do farol que vem atrás o atinge. É um item que converge entre conforto e segurança, uma vez que não ofusca a visão do motorista, principalmente pelos motoristas que abusam das luzes “xenom” ou “cold blue falsas” desreguladas. Para um carro top de linha, é um requisito básico (também ausente em modelos como Focus e Civic). Uma pergunta de leitores na matéria anterior é sobre o espaço interno. Motorista e passageiro dianteiros viajam confortavelmente, com bancos macios e que "prendem" o seu corpo e bom espaço para as pernas. Os passageiros que vão atrás também dispõe de um generoso espaço para as pernas, porém, dependendo da estatura, podem bater a cabeça no teto ao passar em um solavanco. Foi o que aconteceu com dois amigos: um com 1,78 m e o outro com 1,80 (foto). Por enquanto dirigimos apenas em trecho urbano. Vamos fazer um teste mais longo em uma rodovia para análise do consumo. O sistema de som, display e a câmera de ré merecem destaque e serão tratados em outra matéria.

Seja parte de algo grande