CARPLACE bate-papo com Emerson Fittipaldi no Salão do Automóvel

Como informamos, o CARPLACE foi convidado pela GM para uma conversa com Emerson Fittipaldi no Salão do Automóvel. Claro que o principal objetivo era para falar sobre o Omega Fittipaldi, mas também foi possível falar sobre Fórmula 1, pilotos, jogo de equipe, sobre tendências do setor e também sobre o Salão do Automóvel. A conversa aconteceu numa área VIP no estande da Chevrolet. Tentamos registrar o encontro em vídeo, mas o áudio ficou completamente comprometido com o som que vinha dos shows que a todo instante aconteciam no Salão. História entre a Chevrolet e Emerson Fittipaldi No Salão do Automóvel, a Chevrolet lançou a nova versão Omega Fittipaldi. Sobre esta nova parceria, Fittipaldi disse: "O Omega Fittipaldi é um carro muito especial, ele vem com motor de quase 300 cavalos, é um sedan quatro portas com características esportivas de pilotagem. Eu estou muito honrado e muito orgulho de ter o nome Omega Fittipaldi em um carro realmente top da GM Brasil". "Testei pessoalmente o carro na campo de provas em Melbourne e trabalhamos para deixar o carro muito bom. Na faixa de preço dele, é o mais rápido da categoria. Não é só colocar o nome no carro, tem que participar. É o modelo mais popular da Austrália, agora importado ao Brasil totalmente adaptado as nossas ruas", completou. Fittipaldi também relembrou a sua história com a Chevrolet ao falar de outros projetos: "Minha história com a Chevrolet já é de muitos e muitos anos. O primeiro projeto que eu fiz com a Chevrolet foi o 500 SE, que foi o Monza (série especial Classic SE 500 E.F. 2.0 MPFI), o primeiro carro de injeção eletrônica do Brasil. O segundo projeto que eu fiz com a GM foi há 2 anos, o Pace Car, o carro madrinha de Indianápolis, que era um Corvette. A Chevrolet fez 500 carros com a minha assinatura, o carro era preto e prata. E esse ano é muito especial, porque comemoro 40 anos da minha primeira vitória em grande prêmio." Emerson também relembrou um pouco da origem da marca Chevrolet: "O Luiz Chevrolet quando começou a Chevrolet ganhou as 500 milhas de Indianápolis, em mais ou menos em 1920. Então a Chevrolet tem uma herança muito grande em competições, que pouca gente sabe no Brasil. Fórmula 1 - Qual o melhor piloto atualmente? Emerson não precisou pensar muito e já mandou: "O mais completo na minha opinião é o Fernando Alonso, hoje em dia". Depois, revelando que ainda é muito influente na Fórmula 1, revelou que na próxima temporada o melhor deve ser Schumacher: "O Schumacher ano que vem vai surpreender muita gente. Estão devendo um carro para ele e com a entrada da Pirelli vão desenvolver um pneu no estilo dele. Porque o Schumacher sempre gosta de carro que sai de traseira. A grande dificuldade dele este ano foi que o pneu dianteiro não é muito positivo e a distribuição de peso não é como ele quer no carro". "Eu almocei com o Ross Brawn e Monza, no Grande Prêmio da Itália, e eles estão desenvolvendo um carro especial para o Schumacher. Ele tem físico e cabeça ainda para ser competitivo", concluiu. Autódromos brasileiros Uma das perguntas feitas ao Fittipaldi foi sobre o que achava da situação dos autódromos do Brasil em relação aos demais países. Fittipaldi respondeu que a prefeitura de São Paulo vem fazendo um bom trabalho para manter Interlagos entre os circuitos de Fórmula 1, principalmente agora com uma seleção de países novos que querem entrar na Fórmula 1 com autódromos espetaculares. Destacou a necessidade da manutenção e reforma contínua do autódromo brasileiro para continuar o Grande Prêmio do Brasil. Emerson também foi questionado sobre o autódromo de rua de São Paulo feito para Fórmula Indy e sua resposta foi a seguinte: "O circuito de rua para receber a Indy eu achei espetacular". E ainda concluiu sobre os demais: "Os autódromos no Brasil precisam ser reformados. A maioria foi construída nos anos 70, estão totalmente obsoletos. Piso ruim, segurança ruim. Há um ano, o presidente Lula me chamou em Brasília que ele queria reformar todos os autódromos. O governo está preocupado em reformar os autódromos". Sobre Jacarepaguá no Rio de Janeiro, Fittipaldi resumiu: "destruíram lá". Fórmula 1 e Fórmula Indy Ainda falando de automobilismo, Emerson foi questionado sobre as diferenças das categorias Fórmula 1 e Fórmula 1 e respondeu: "As duas eram muito legais. A Fórmula 1 era mais tradicional, na Indy pra mim era tudo novidade. Eu tinha que acertar carro para andar em circuito oval que era muito diferente, para mim era um desafio novo. E era um ambiente muito esportivo ainda, sem muita política. A Fórmula 1 tem muita politicagem, muito interesse comercial, diferente da Indy, onde o esporte é o número 1". Jogo de Equipes, pode? Uma das perguntas mais interessantes da conversa. "Emerson, você acha que deveria ser liberado o jogo de equipes na Fórmula 1?" A resposta foi a seguinte: "Sim. Jogo de equipes sempre existiu e vai existir". Em sua visão, Emerson acredita que o jogo de equipes deve ser acionado após o meio do temporada, com a utilização de forma discreta para que o público não se sinta enganado ou perca a paixão pelo esporte. Também não concordou pelo modo como a Ferrari conduziu o seu jogo de equipes neste ano: "No ano passado, a troca foi feita de forma discreta na parada do box. A Ferrari foi precipitada no GP da Alemanha (deste ano)." Pilotos brasileiros na Fórmula 1 Sobre os pilotos brasileiros, Emerson destacou a qualidade de Rubens Barrichello classificando como piloto habilidoso para acertar carros e completou: "ninguém fica tanto tempo na Fórmula 1 se não for bom". Sobre Bruno Senna, Fittipaldi reconhece que o peso do nome gera muita expectativa, mas que Bruno tem a cabeça boa e  disse que "falta carro e falta equipe" para ele conseguir sucesso.
CARPLACE bate-papo com Emerson Fittipaldi no Salão do Automóvel
Sobre o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2010 Emerson gostou muito do que viu no Salão do Automóvel de São Paulo: "Eu acho que o Salão está espetacular. Os carros aqui no Salão do Brasil estão em um nível internacional, está igual ao Salão de Paris, o Salão de Detroit, a mesma coisa. Eu cheguei aqui e achei muito impressionante o público. Têm carros bonitos, carros modernos, carros internacionais. Achei muito bacana". Carros bicombustíveis / Etanol Como conhecedor de diversos mercados pelo mundo, Emerson foi questionado sobre o que acha da solução brasileira de motores bicombustíveis com a utilização do etanol. A resposta foi a seguinte: "O Brasil está na frente de todos os países do mundo em relação ao etanol. Não existe nenhum outro país no mundo com a distribuição que o Brasil tem.  Os Estados Unidos lançou o carro flex, eu tinha um carro desses lá, mas não se encontrava posto para comprar etanol. No Brasil tem em cada esquina um posto para comprar etanol a disposição e lá nos Estados Unidos não é a mesma coisa". Sobre carro elétrico Fittipaldi disse: "O carro elétrico urbano já pode ser uma solução. Pode já a começar a fazer parte da nossa vida. O problema do carro elétrico é a distribuição da eletricidade. Não dá para viajar hoje em dia um carro elétrico.  A solução da GM foi ter um motor a gasolina que recarrega as baterias, quando elas descarregam para não ter o risco de ficar na rua. O problema do carro elétrico é que você vai usando a bateria e tem o risco de ficar na rua. Por isso a solução foi colocar um motor a explosão como uma emergência. Eu acho que o carro elétrico tem um futuro muito grande, mas vai depender muito da distribuição de energia". A visão de Emerson Fittipaldi dos carros para os próximos anos? "É uma tendência de um carro menor. Menor fisicamente por problemas de trânsito, estacionamento. Os carros urbanos serão muito pequenos e quem for viajar vai ter um carro maior para poder viajar mais confortável", disse Emerson. "Eu tenho ido muito à Inglaterra, Itália, estive na Austrália, na China várias vezes nos últimos anos, e realmente a preocupação moderna do automóvel é um carro pequeno, um carro econômico e um carro clean, um carro ecológico. Todas as grandes montadoras estão muito preocupadas com o futuro, com as emissões, com a economia de combustível, carro aerodinâmico. Então, eu acho que a tendência futura é ter um carro muito menor do que o atual, um carro muito mais leve, porque peso é potência e energia. Se conseguir tirar peso do carro você está ganhando energia, velocidade e estabilidade. Serão usados materiais mais sofisticados no carro. O carro ficará mais resistente e quanto mais sofisticado o material, por exemplo, fibra de carbono, o carro ficará muito mais seguro para os passageiros. E eu acho que sem dúvida alguma é um carro mais econômico como investimento", concluiu.
CARPLACE bate-papo com Emerson Fittipaldi no Salão do Automóvel
Esbanjando simpatia, Emerson Fittipaldi ainda atendeu aos vários pedidos de autógrafos e fotos com os participantes.

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