Garagem CARPLACE: Testamos a Nova Montana na estrada

Domingo de manhã, tempo bom, trânsito calmo e temperatura agradável. Assim, saímos de São Paulo com destino ao Campo de Provas da Pirelli, em Sumaré, cerca de 110 km, utilizando a Rodovia dos Bandeirantes e parte da Rodovia Anhanguera.
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Duas pessoas no carro, caçamba sem carga e gasolina como combustível. Logo ao entrar na estrada, o sol apareceu forte e tivemos que recorrer ao ar condicionado. Em funcionamento, a temperatura ajustada rapidamente.
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Na estrada, o desempenho é satisfatório e o seu motor 1.4 é valente. Após atingir 120 km/h, o giro do motor fica próximo de 4.000 rpm. Ao reduzir a velocidade para 80 km/h, é necessário que o condutor utilize o câmbio mais vezes para encontrar o fôlego ideal do motor. Ficar só em quinta marcha e esperar voltar para 120 km/h, não dá.
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Dirigindo à 120 km/h, o nível de ruído interno vem principalmente do motor, que assim como o Agile e carros da mesma categoria não dispõe de um isolamento acústico mais apurado, e também do barulho do vento. Considerando o segmento e aplicação da Nova Montana, o ruído é aceitável e muito semelhante a de suas concorrentes.
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O comportamento na rodovia, no geral, agradou. Aos 120 km/h, a Montana balança um pouco e nos deixou um tanto quanto alertas, mas ainda transmitindo segurança. Obedecendo a sinalização, foi possível fazer curvas com muita segurança e firmeza. Os freios merecem destaque: preciso, imediato e o ABS quando acionado, cumpriu perfeitamente seu papel e nos deixou com controle total da picape.
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Na volta, mais 110 km, tivemos a “sorte” de contar com mais duas variáveis: tráfego intenso e chuva. Velocidade reduzida e atenção redobrada. Com chuva forte, ouve-se o barulho da água batendo no teto (lataria) de forma mais evidente do que um carro normal. Mesmo com a caçamba sem carga, o percurso foi feito de maneira tranqüilo e a picape sempre transmitiu segurança.
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O ponto negativo da Montana foi quando nos deparamos com um vento lateral. O preço pago por ser mais alta é o de balançar bastante quando enfrenta esta condição. A sensação é semelhante a de um grande caminhão passando ao lado em alta velocidade, obrigando o condutor a corrigir o percurso, como se a picape estivesse sendo empurrada lateralmente. Quanto ao consumo, o computador de bordo indicou praticamente durante todo o percurso a média de 9,0 km/litro. Lembramos que fizemos todo o trajeto (ida e volta) com o ar-condicionado ligado. .
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Outro detalhe da Montana é a grande quantidade de porta-objetos espalhados pela cabine, inclusive atrás dos bancos, mas o porta-garrafas à frente da alavanca de câmbio não foi muito acertado. Trocar as marchas com duas garrafas de água (500 ml) no local acaba sendo desconfortável, pois o movimento do carro acaba fazendo as garrafas “baterem” na alavanca e incomodando a troca de marchas. Melhor levar as garrafas na lateral das portas. Para o público deste tipo de veículo, a conclusão que tiramos desta viagem é que a Nova Montana é um carro para se conduzir de forma tranqüila, sem pressa e sem exageros - lembrando que o principal propósito deste carro é o transporte de cargas. Infelizmente não conseguimos fazer a viagem com caçamba carregada, o que poderia deixá-la mais estável, mas no geral foi agradável.

Seja parte de algo grande

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Foto de: Fábio Trindade