Matéria CARPLACE: Chegadas e partidas

Mal começou o ano e nos deparamos com a expectativa do que vai ou não mudar no cenário automotivo. E não tem coisa melhor, para os apaixonados por carros, do que iniciarem os debates do que vai dar certo e o que não vai fazer sucesso nenhum, seja no âmbito nacional ou internacional. É válido sempre considerarmos que os mercados têm, e muito, “as caras” de seus donos. Acontecimento esse constatado em relação às mudanças quanto à frota nacional. E quem diria que ainda “agradeceríamos” ao ex-presidente Fernando Collor de Melo, quando este deu início à abertura para o comércio internacional. Dávamos mais um passo rumo ao mercado global. Já era possível, para uma minoria mortal, dirigir um carro mais bonito, possante e exclusivo. Sim, eu sei, você ainda não era parte desta minoria! Fato é que tal abertura teve um grande impacto no comércio nacional e no ambiente corporativo das empresas impulsionando a competitividade, uma vez que, com a economia estável, grandes grupos chegaram com força total para conquistar, e por que não subjugar, o público brasileiro. Prova disso são as nossas esplêndidas “carrocinhas”. Tudo bem tem muita coisa boa. Dou minha mão à palmatória. Só que “muita coisa boa” ainda está inacessível a boa parte da população. E, sejamos sinceros, diante da corrupção, da burocracia, e de tantas outras mazelas – que não valem a pena ser citadas -, nossa imagem continua borrada lá fora. Não pense que o fato de sermos o quarto maior mercado de carros do mundo é o máximo. É o máximo para quem lucra com isso. Quanto a nós, que deveríamos ter nossas necessidades atendidas, nós é que nos adaptamos ao que vendedores e fabricantes querem. Ok, ok, ok. Novamente compreendo seus pensamentos e concordo. Sim, já se percebem mudanças. Algumas exigências já foram feitas. Mas ainda não é o suficiente. Queremos preços mais justos, conforto, equipamentos tais e quais são oferecidos em e para outros mercados... só para começar. Outro dia, folheando uma revista especializada – e não foi no banheiro -, observei que algumas das coisas de que falei “lá em cima”, em parte, podem ser constatadas. Quer ver?
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Estão de partida dois modelos da Audi: o A3 1.6 Sportback e o Q7 4.2 FSI Quattro. Surpresa! No primeiro caso foi a motorização que provocou a mudança, uma vez que preferimos a versão 2.0. Já o Q7 agora contará com um motor menor, mais moderno (de 3 litros) e econômico.
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Sem explicações convincentes por parte do fabricante, outro que dará adeus será o Mercedes CLC 200K só porque “superou” as expectativas da montadora - quando, na verdade, o modelo produzido em Juiz de Fora (MG) foi um grande fracasso nos demais mercados para onde era exportado. Agora, vamos às novidades.
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O Punto Essence 1.6 16V E.torQ também será comercializado com o câmbio automatizado Dualogic e a linha Nissan Livina passará a ter de série para-brisa degradê e travamento automático das portas. Oba! O primeiro SUV 4 x 2 da Mitsubishi, o ASX, é outro que está aportando por aqui em três versões: duas 4 x 2 (automática e manual) e uma 4 x 4 com câmbio CVT. A versão mais cara ainda trará nove airbags e rodas de liga leve aro 17.
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E, por fim, para provocá-lo, a Audi colocou à venda por “míseros” R$ 435 mil reais o Audi RS5. A máquina, só se assim quiser chamá-la, tem motor V8 de 450 cv, câmbio S Tronic de sete marchas e dupla embreagem, rodas de liga leve de 19 polegadas, aerofólio que se ergue aos 120 km/h – para uma verdadeira Autobahn – e, para finalizar matando, luzes de leds... Por: Michelle Sá

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