Matéria CARPLACE: Até quando vamos pagar mais?

Quando eu falo, o mesmo que todos vocês dizem constantemente aqui nos comentários, que o povo brasileiro acata as decisões que as montadoras tomam em relação aos modelos vendidos por aqui não é um simples repeteco. Quero apenas dar vazão à minha revolta e, quem sabe, criar uma onda nacional de exigências e, principalmente, respeito com o quarto maior mercado mundial de automóveis.
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Pois bem, navegando pela net - só assim para ver o que estamos “perdendo” - não é que olhei com mais atenção para o i10 da Hyundai? Que gracinha! E olha que nos dias de hoje temos que acabar com a história de que carro pequeno tem a cara de menina que passou no vestibular. Que o digam os habitantes dos grandes centros que penam para encontrar estacionamento.
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Atrevido, o modelo é o primeiro carro vendido na Europa a ficar abaixo do limite de 100g/km em emissão de CO2, segundo dados do fabricante. O i10 Blue, inclusive, deverá registrar somente 99g/km com a introdução do motor 1.0 l (Kappa) tecnologia DriveTM Blue - um declarado ato de respeito ao meio ambiente e às leis europeias.
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Pena que esse tipo de moda ainda não “pegue” por aqui. Afinal, nosso mercado pode até ser financeiramente atraente, porém ainda não se rebelou de forma contundente para barrar as carroças que nos empurram. Como os órgãos responsáveis por autorizar os tipos de veículos e componentes desses (dos que aqui são fabricados e dos importados que por aqui resolvem aportar) usam o cabresto imposto pelas montadoras, as mesmas deitam e rolam - e ainda sorriem da gente - com suas decisões. Que tipo de pessoas somos nós que nos contentamos em pagar por um modelo que lá fora é mais barato e vem completo ou mesmo por um modelo que nem mais é fabricado em diversos países? Por favor, respondam em silêncio para que não me frustre mais ainda. Outro dia, ouvi algo que me deixou estarrecida. Um colega de trabalho havia comprado um Peugeot 207 novo por pouco mais de R$ 33 mil e desfilava com um sorriso de uma ponta à outra da boca porque o carro vinha, entre outras coisas, com preparação para som - sem o equipamento, é claro. Sinceramente, não sei se o que escutei foi absurdo ou se absurdas eram as minhas exigências. Paguei menos do que ele e comprei um compacto importado, com pintura metálica, air bag e direção elétrica. Como dizem por aí, todo completinho; inclusive com vidros elétricos nas quatro portas, sistema de som com entrada USB e mais alguns detalhes. E ainda questionei porque a montadora não havia incluído nesse determinado modelo o controle de som no volante! Por ser uma consumidora consciente e que dá valor ao dinheiro, é possível que tenha exigido demais? Cheguei à conclusão de que não quando pude observar que o mesmo modelo é vendido em outros mercados com este equipamento como item de série. E, muito embora a Hyundai não tenha planos de trazer o i10 para o Brasil, sonhar ainda não custa nada. Por enquanto... Por: Michelle Sá

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Foto de: Fábio Trindade