Guerra do IPI: Presidente da Kia diz que aumento dos preços dos importados será gradual

José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil e da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) voltou a criticar a sobretaxação do governo aos veículos importados. Em seu discurso, durante a cerimônia promovida pela Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB), o empresário afirmou que a medida abre caminho para um pequeno grupo de empresas – auto-intituladas brasileiras – remunerarem o capital estrangeiro. Durante a fala Gandini citou o desempenho da Kia, cujas vendas no país cresceram 125% em 2010 e em setembro passado foi a sétima marca mais vendida por aqui. “Com o fato de a Kia Motors estar vivendo esse momento único, acabamos incomodando a indústria local. E digo local, não nacional, porque não tem nenhuma brasileira neste setor e todas são iguais a nós importadores, pois entraram no País como importadoras”. O presidente da Abeiva acredita que os preços dos automóveis nacionais devem subir uma vez que as montadoras nacionais não terão com quem concorrer. Quanto ao repasse do aumento do IPI, ele afirmou que a Kia o fará gradualmente até o final de 2011. Gandini aproveitou a ocasião para mandar um recado para os sindicatos da indústria automotiva: “Em médio prazo eles também serão afetados, porque a alta de imposto não aumenta a competitividade internacional de ninguém, nem atrai projetos de modelos modernos para o País, como acontecia nos anos 80. Assim a exportação de veículos tende a diminuir ainda mais, o que por consequência pode reduzir os postos de trabalho”. Por Michelle Sá / Fonte: Automotive Business (por Pedro Kutney)

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