Impressões ao dirigir todas as versões do Novo Fiat Palio 2012

Feito para todos os públicos, o novo hacthback compacto evoluiu, ganhou itens opcionais mas ainda não vai deixar a concorrência de cabelo em pé Neste fim de semana a Fiat promoveu em Belo Horizonte, Minas Gerais, testes com o Novo Palio. Confira as impressões ao dirigir todos as versões da nova geração do modelo.
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Clique nas imagens para ver em alta resolução Versátil. Assim é o Palio já faz algum tempo. E isso não mudou nesta nova geração, apesar de esteticamente o modelo ter ganhado ar mais requintado, com frente com elementos do Fiat 500 e da família Punto, e uma traseira ainda de gosto duvidoso, mas elegante.
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O teste drive ocorreu nas congestionadas ruas do centro de Belo Horizonte (MG), e andamos nos modelos 1.0 Attractive, 1.4 Attractive e 1.6 Sporting Dualogic, todos muito bem equipados e com diversos itens opcionais, o que causou excelente impressão sobre os modelos.
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Attractive Como as versões Attractive tinham quase R$ 15 mil de acessórios, fica difícil avaliar o conforto, pois neste nível de sofisticação até o modelo de entrada ganha ares mais interessantes. A primeira anotação foi para o incômodo do assento na região lombar do Palio 1.0 Attractive. O veículo avaliado tinha esta região muito proeminente no banco do motorista e isso incomodou bastante.
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Porém, no teste dos demais modelos não houve este problema e, ao reparar com mais atenção, percebi que o carro 1.0 avaliado era um dos poucos que não tinha o descansa braço no banco do motorista. Os demais tinham e o encosto do banco era muito mais confortável. Assim, antes de decidir a compra, vale a pena se atentar a este detalhe.
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Voltando ao teste drive do 1.0, o carro não decepcionou na curta volta de pouco mais de 7 km pelas travadas ruas de BH. O motor de 75 cv/73 cv (etanol/gasolina) a 6.250 rpm e torque máximo de 9,9 kgfm/9,5 kgfm (e/g) a 3.850 rpm mostrou a esperteza de sempre, inclusive nas subidas, mas na condição de ‘pé na tábua’. Até ensaiou uma cantada de pneu ao trocar de primeira para segunda ao atingir o giro de corte, em uma mudança rápida sem tirar o pé do acelerador.
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Mas uma coisa é certa: estava sozinho no carro. Carregado, a experiência deve ser diferente. Porém, causou boa impressão e, independente da quantidade de itens opcionais instalados, apresenta plásticos de forma bem organizados e acabamento compatível com o posicionamento do modelo no mercado. A crítica é a de sempre, sem medo de ser repetitivo: R$ 30 mil em um popular compacto 1.0 é muito! Já o Palio 1.4 Attractive mostrou ser um pouco mais esperto, tanto nas saídas quanto retomadas. O propulsor que gera potência máxima de 88 cv/85 cv (etanol/gasolina) a 5.750 rpm e torque máximo de 12,5 Kgfm/12,4 Kgfm (e/g) a 3.500 rpm ganhou novo coxim hidráulico que amenizou o problema de vibração (muito comum no Uno), mas não resolveu. Em marcha lenta, parado, a vibração no volante foi sensível. Mas, em movimento, imperceptível.
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A versão avaliada estava com rodas de liga leve de 15” e pneus 185/60 R15, o que deixou a direção um pouco mais pesada, nada que comprometesse o carro na hora de manobrar, mas que o deixou um pouco mais gostoso de dirigir, pois deixou o carro mais na mão. Outro item que chamou atenção foi o descansa braço. Apesar de o modelo do banco ser mais confortável do que sem, o acessório atrapalha na hora de regular a posição do encosto do banco, pois fica localizado bem acima da alavanca de ajuste. Outra característica do Palio e demais compactos populares em geral é o som do combustível se mexendo no tanque. A cada freada, lá vem o ruído. A solução é simples: andar com o tanque cheio o tempo todo, pois melhorar a isolação acústica encarece ainda mais o carro. 1.6 E.torQ Se por um lado as versões Attractive chamaram atenção dos outros motoristas pela novidade, a Sporting fez pescoços de muitos pedestres torcerem. Mas bem acabada e chamativa, foi uma bela surpresa. Em relação ao modelo anterior, o novo Palio Sporting ficou muito mais interessante, principalmente esteticamente, pois a mecânica é mesma: motor 1.6l 16V E.torQ que rende potência máxima de 117 cv/115 cv (etanol/gasolina) a 5.500 rpm e torque máximo de 16,8 Kgfm/16,2 Kgfm  (e/g) a 4.500 rpm.
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A versão avaliada foi a Sporting Dualogic, com câmbio automatizado de cinco velocidades. A escolha foi proposital, para avaliar a evolução da transmissão, que se mostrou mais suave, principalmente em baixas rotações, em situações em que é necessário baixo torque. A mudança de marcha é quase imperceptível, mas somente com o pé bem leve no acelerador, e qualquer pressão maior, já se sente um ligeiro tranco. Normal. A única forma de não sentir tranco com a mudança de marcha no automatizado é aliviando o pé do acelerador no momento da troca. Em outras palavras, simular o movimento feito com câmbio manual. Ninguém troca marcha (aperta a embreagem e mexe na alavanca) com o pé pressionando o acelerador. Se fizer isso, sente um tranco ao soltar a embreagem, por mais suave que se faça o movimento. Mas o importante é que o programa do Dualogic foi aprimorado e as reduções de marchas ocorrem de forma mais rápida, mesmo quanto é necessário passar de quinta para segunda. O câmbio pula direto para a menor marcha disponível de acordo com a velocidade do carro. Muito bom. Mas nem tudo são flores. A isolação acústica do cofre do motor ainda não é perfeita e isso faz com que se escute todas as trocas de marchas do Dualogic. A experiência dá conta de que com o tempo vira costume e mal se percebe os cleques-claques-cleques. Mas em uma volta rápida, todos são ouvidos. A solução para isso é isolar melhor o cofre, tal como ocorre com o Linea, mas ai, novamente, o preço do carro aumentaria. A versão Sporting poderia vir com ajuste de profundidade do volante e um ajuste um pouco mais agressivo na altura para permitir que se encontre a posição de dirigir mais confortável. O banco do motorista desce mais do que nas demais versões, e a tocada é bem mais agradável do que os Attractives. Faltou pouco para se apaixonar pelo modelo. Uma pena. Carona No banco de trás do novo Palio a sensação é de que o carro realmente cresceu. No Sporting, a suspensão está firme e confortável para o nível de asfalto esburacado que temos no País. Há bastante espaço para as pernas e a cabeça. O banco traseiro é um pouco duro, mas não deixa a desejar. O cinto não incomoda, mas faltou o cinto de três pontas para o quinto passageiro. A Fiat informou que consumiu R$ 1 bilhão no desenvolvimento do novo Palio, que será produzido também na planta da Argentina. Quer vender entre 8 mil a 9 mil carros por mês, sendo 50% do Attractive 1.0, 30% do 1.4, 10% do 1.6 Essence e 10% do Sporting. Tanto dinheiro no desenvolvimento do produto podia ter contemplado um pouco mais de itens de série, como air bags, abs e ar-condicionado. Ai sim colocaria a concorrência de cabelo em pé.
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Por: Alexandre Akashi De Belo Horizonte, MG *O jornalista viajou à convite da Fiat

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Foto de: Redação