Presidente da VW brasileira alerta sobre possível aumento de preços por conta do aço

Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil, aproveitou o lançamento do novo Jetta e da linha 2012 da montadora para comentar sobre a alta dos preços do aço que, embora tenha sido reajustado em quase 10%, ainda passa por negociações entre siderúrgicas e fabricantes de automóveis. De acordo com Schmall, momentaneamente isso não afetará a fabricante alemã. Contudo, a cadeia de fornecedores sentirá os impactos mais rapidamente. Hoje, bem mais da metade (80%) dos custos para a fabricação de um automóvel no Brasil correspondem à matéria-prima, estando 50% desses valores relacionados ao aço. "Esse novo reajuste certamente deve aumentar ainda mais as nossas importações de aço. O problema não é agora, mas sim como lidaremos com essa questão mais para frente. Não é o fim da história, pois haverá impacto para o consumidor no futuro", acrescentou o presidente da VW. Sobre crédito para novos veículos, o CEO afirmou preferir que o mercado doméstico progredisse 5% ao ano de maneira sustentável do que 20% ou 30% em um ano. De seu ponto de vista as medidas adotadas pelo governo federal quanto às restrições de financiamento estão corretas, uma vez que outros países latino-americanos, na ânsia por crescimento imediato, descuidam do câmbio e da inflação. Schmall disse apoiar plenamente o controle governamental sobre a inflação, preferindo crescer de maneira sustentável e menor do que registrar dois dígitos com inflação. "Nos últimos anos, o crescimento do mercado de automóveis no Brasil foi de cerca de 10% ao ano, mas agora começou a esfriar e voltamos a um dígito", explicou. Sob seu ponto de vista o país ainda tem muito potencial para a indústria automobilística já que a média é de um carro para cada seis pessoas, enquanto que no mercado europeu esse número cai para um veículo por cidadão. O executivo atentou para a questão da concorrência interna, pois o comércio de veículos em países como China, Rússia e Índia cresce acima do nosso patamar. A respeito das marcas chinesas e coreanas, Thomas Schmall disse estar preparado para disputar com elas a preferência do consumidor. “Os chineses trarão veículos mais baratos, mas nós também teremos carros para esse segmento", declarou sem, no entanto, informar prazos. "A Volkswagen não é só o Gol. Temos um portfólio de 23 veículos no Brasil e os asiáticos vão demorar muito tempo para chegar a esse nível", afirmou. Por: Michelle Sá / Fonte: Vrum

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