Garagem CARPLACE: Rodando no trânsito urbano e na estrada com o Celta LT 2012

Dirigir em São Paulo, principalmente nos horários de pico, é rotina. Em nossa avaliação do Celta LT 2012, esta situação foi constante. Rodando com o modelo dentro da cidade, o Celta se mostrou um carro valente, mas com algumas ponderações.
Garagem CARPLACE: Rodando no trânsito urbano e na estrada com o Celta LT 2012
Antes de começar a rodar, o motorista precisa aceitar a posição de dirigir imposta pelo Celta. Sem ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, sem ajuste de altura do banco e também do cinto de segurança, tem como opção apenas ajustar o banco longitudinalmente. Neste segmento de entrada, a falta destes itens não é exclusividade do Celta. A visibilidade geral do modelo é boa, tanto pelos grandes retrovisores laterais como na visão traseira.
Garagem CARPLACE: Rodando no trânsito urbano e na estrada com o Celta LT 2012
Entre os modelos 1.0, o Celta é o que conta com o motor mais potente: 78 cavalos quando abastecido com etanol (álcool) e 77 cv quando o combustível é somente gasolina. O resultado disto no trânsito urbano é a agilidade, dada a combinação da potência com seu peso total (apenas 890 kg na versão com quatro portas). Quando o trânsito libera, o câmbio de marchas com relações curtas permite extrair o torque (força) do motor mais rapidamente. Por outro lado, essa relação obriga o motorista a fazer mudanças seguidas durante a aceleração, fato que acaba sacrificando o conforto do motorista.
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Na estrada, o desempenho também não desaponta. Rodando com três pessoas a bordo e rodando a velocidade de 100 km/h, a condução do Celta 2012 é feita com relativo silêncio, mesmo com o giro do motor beirando as 3.500 rpm. Em trechos de subidas mais fortes ou em ultrapassagens, como esperado, é necessário exigir bem mais do motor reduzindo marchas e pisando fundo no acelerador. Aos 120 km/h, o ruído dentro da cabine começa a aumentar, ainda sem incomodar, enquanto o giro motor sobe para 4.000 rpm. Passando ligeiramente desta velocidade, o Celta começa a apresentar uma certa flutuação, indicando a necessidade de redução.
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Tanto na cidade quanto na estrada, rodando dentro dos limites de velocidade legais, o Celta demonstra um bom ajuste da suspensão. Não chega a ser firme, mas em curvas mais acentuadas transmite uma certa segurança ao condutor e a carroceria não tende a rolar. Ao pisar forte no freio a traseira levanta um pouco e, como não dispõe de freios ABS, a tendência é sair da trajetória.
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Em trechos de asfalto irregular, não notamos ruídos vindos do painel (fato esperado para um carro com apenas 6.000 km rodados), mas percebemos que a tampa do porta-malas (que é totalmente de plástico) pula um pouco e em algumas situações chega a bater, gerando alguns barulhos chatos. Em resumo, o Celta entrega uma boa dirigibilidade, comparando-o sempre com os concorrentes do mesmo segmento. Na próxima matéria, falaremos do consumo, do seguro e da manutenção.

Seja parte de algo grande

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Foto de: Fábio Trindade