Venda de carros importados no Brasil despenca 41,2% em outubro

A Abeiva, Associação Brasileira das Empresas importadoras de Veículos Automotores, divulgou nesta quarta-feira (09) os dados de emplacamentos em outubro, ante o mês de setembro. No consolidado geral, as importadoras filiadas à entidade encerraram outubro com 13.264 unidades emplacadas, 41,2% menos em relação a setembro, quando 22.569 veículos foram entregues aos consumidores finais.
Venda de carros importados no Brasil despenca 41,2% em outubro
“Obviamente o consumidor brasileiro se retraiu. No primeiro momento após o anúncio do decreto houve uma corrida às concessionárias de importadoras. Mas logo no início de outubro, o setor sentiu duro golpe. Embora estejamos satisfeitos com o Supremo Tribunal Federal, ao suspender a aplicabilidade imediata do Decreto 7.567, depois de 45 dias, as nossas associadas não tiveram tempo de se programar”, avalia José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
Venda de carros importados no Brasil despenca 41,2% em outubro
Na comparação com o mês de outubro de 2010, quando foram emplacados 10.562 veículos, o total de 13.264 unidades ainda significa superávit de 25,6%. No acumulado de janeiro a outubro, as associadas à Abeiva chegaram a 165.114 unidades emplacadas, 98,3% mais em relação a igual período de 2010 .
Venda de carros importados no Brasil despenca 41,2% em outubro
Com os totais de emplacamentos em outubro e no acumulado de janeiro a outubro, as associadas da Abeiva passaram a representar 5,03% e 5,92%, respectivamente, do mercado interno brasileiro.
Venda de carros importados no Brasil despenca 41,2% em outubro
“O ciclo de importação – pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte – é de no mínimo 90 dias. Assim, mesmo com a suspensão do IPI no dia 20 de outubro, o setor ficou impossibilitado de trazer mais unidades para o País, já que os próximos pedidos passam a desembarcar somente na segunda quinzena de janeiro de 2012. Ou seja, já estarão em vigor as novas alíquotas do IPI”, explica Gandini.
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O presidente da Abeiva acredita que os próximos quatorze meses serão difíceis para todas as associadas à entidade. “Mas, cada qual à sua maneira, as filiadas vão permanecer ativas no mercado brasileiro. Vamos tentar majorar nossos preços com o menor porcentual possível, já pensando em 2013”, enfatiza Gandini.
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Segundo o presidente da entidade, a Abeiva passa a se preocupar agora com os rumores do mercado automotivo brasileiro de que o Decreto 7.567 pode se estender até 2016. “Espero que não mudem as regras do jogo ao final de 2012, prazo de validade do Decreto 7.567. Mas, as próprias manifestações do ministro Guido Mantega, de ampliar ainda mais os índices de nacionalização e de localização regional, superior a 65%, sinalizam endurecimento ao setor de importação”, conclui Gandini.

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Foto de: Fábio Trindade