Governo prepara medidas para incentivar carro elétrico no Brasil

Faz um bom tempo que a indústria automobilística aguarda um posicionamento do governo federal quanto às vendas dos veículos elétricos no Brasil. No ano passado, a Ministério da Fazenda chegou a preparar um evento onde anunciaria os incentivos para os carros ecológicos. Entretanto, poucos minutos antes da abertura, a festa foi cancelada a pedido do então presidente Lula, sob o pretexto de ser necessária uma análise mais bem detalhada da proposta. Na ocasião, dizia-se que a Petrobras não estava nada satisfeita em dividir o mercado com um sistema de transportes diferente do modelo baseado no motor a combustão, movido a gasolina, diesel ou etanol. Passada a fase de turbulência, o governo retomou os estudos e já prepara as medidas regulatórias para a comercialização dos modelos elétricos no país. Inicialmente serão determinados os incentivos para importações e como eles favorecerão a demanda local, incluindo a infraestrutura para abastecimento. Em seguida, o governo buscará alternativas tecnológicas para fabricar estes veículos em território nacional, além do desenvolvimento de baterias mais baratas e com maior capacidade de quilometragem. Hoje, baterias de lítio com autonomia para percorrer 300 quilômetros (as mais avançadas) chegam a custar US$ 50 mil. Isto inviabilizaria a compra de elétricos no país uma vez que cada modelo não sairia por menos de US$ 100 mil – pouco mais de R$ 155 mil. Comparados com os automóveis de motor a combustão os veículos elétricos seriam pouco atrativos. A solução mais plausível seria oferecer incentivos para compra e diminuir anualmente os preços destes carros de forma a torná-los competitivos no mercado brasileiro. Para tanto, o Ministério da Fazenda já estuda a redução de dois tributos: o IPI - que hoje é de 25% enquanto que para os demais automóveis não passa de 12% -, e o Imposto de Importação, atualmente variando entre 30% e 35%. Já no Ministério de Ciência e Tecnologia, as análises estão voltadas para o desenvolvimento tecnológico que implicará na redução dos preços das baterias. Por Michelle Sá / Fonte: 24 HORAS NEWS

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