Consumidor brasileiro está insatisfeito com custos de manutenção automotiva, aponta estudo

Os brasileiros não andam nada satisfeitos com os gastos destinados à manutenção dos automóveis. Foi o que afirmou uma pesquisa feita pela consultoria J.D. Power. No “Estudo de Satisfação de Propriedade de Veículos”, realizado pela primeira vez no Brasil, 5 mil proprietários de carros com média de dois anos de uso responderam questionários on-line que indagavam sobre os fatores que mais influenciavam na sua insatisfação. Do total de entrevistados, 31% reclamaram dos custos com manutenção, seguro e combustível - custo de propriedade -, 28% se aborreceram com o apelo do veículo (incluindo avaliação sobre desempenho, design, conforto, nível e quantidade de equipamentos), 23% com os serviços das concessionárias e 17% quanto à confiabilidade e à qualidade.
Consumidor brasileiro está insatisfeito com custos de manutenção automotiva, aponta estudo
Para o diretor do escritório brasileiro da J.D. Power, Jon Sederstrom, a reposta obtida no Brasil surpreendeu. “Em outros mercados onde já aplicamos o estudo qualidade e apelo têm peso maior. Mas isso é compreensível, pois aqui as pessoas costumam ficar mais tempo com um carro e gastam mais para mantê-lo. É uma característica do mercado brasileiro”, considera Sederstrom. O custo de propriedade também foi a principal queixa entre os donos de automóveis de menor porte. Aproximadamente 20% deles afirmou que os custos com serviços e seguro ficaram acima do estimado. Segundo Sederstrom, isto se deve ao fato de os donos de subcompactos e compactos estarem destinando quantias maiores de seus rendimentos para gastos similares aos de quem adquire automóveis maiores. Como este público representa 61% do mercado brasileiro, a insatisfação com altos custos de manutenção ganha maior peso na pesquisa. “Claro que a qualidade é importante para o dono, mas perde peso relativo diante da preocupação em manter o carro”, afirmou Sederstrom. A média de satisfação com os automóveis foi de 743 pontos (numa escala que vai até 1.000 pontos), com maior nota média para qualidade (780) e menor para o custo de propriedade (698). O Brasil registrou o segundo índice médio mais baixo entre os países onde a consultoria realizou a pesquisa, só perdendo para a Itália (729 pontos). Quanto aos consumidores mais satisfeitos o primeiro lugar ficou com o México (889 pontos), seguido pela Alemanha (807), Reino Unido (794), Canadá (789) e França (753). A Toyota foi a melhor colocada entres as 11 marcas pesquisadas. A companhia ficou na primeira posição (821 pontos), seguida por Honda (806) e Citroën (768). As três, inclusive, foram as únicas que obtiveram médias superiores à média do mercado (743). Na base do ranking ficaram Fiat e Ford, ambas com média de 728 pontos. O levantamento também incluiu as marcas Hyundai e Mitsubishi, mas as duas ficaram fora da classificação porque o número de proprietários ouvidos não foi suficiente para atingir a amostra mínima necessária. O “2011 Brasil Vehicle Ownership Satisfaction Study” também classificou, em cada segmento, o índice de satisfação com os modelos. No entanto, apenas os três mais bem avaliados entre subcompactos, compactos e médios, tiveram seus nomes divulgados. A Volkswagen obteve o melhor resultado em dois segmentos, para o Novo Gol (qualificado como subcompacto pela J.D. Power) e para o CrossFox (compacto). Já o Honda Civic faturou o prêmio entre os médios. Por Michelle Sá / Fonte: Automotive Business (por Pedro Kutney)

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