Bonecos virtuais simulam crianças em crash test da Ford

Os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de pessoas com idades entre 1 e 34 anos. Muito embora as colisões ocorram em menor número nas estradas, a quantidade de óbitos e ferimentos graves é maior nas rodovias do que nas vias públicas. De olho nesses dados, a Ford desenvolveu bonecos virtuais capazes de reproduzir com precisão a reação do corpo de uma criança aos impactos. Recriando a estrutura óssea, órgãos internos e cérebro, o projeto pioneiro permite que sejam analisados os diversos comportamentos entre adultos e crianças diante de um acidente de trânsito. As pesquisas com o modelo adulto começaram em 1993 e levaram mais de uma década para serem concluídas. De lá pra cá, os pesquisadores monitoraram e examinaram as principais tendências danosas às crianças, comumente mais vulneráveis diante dos impactos. “O corpo de uma criança é muito diferente de um adulto. Construir um modelo digital de uma criança vai nos ajudar a projetar futuros sistema que ofereçam a melhor proteção para os passageiros mais novos”, contou Steve Rouhana - líder técnico sênior para segurança, pesquisa e engenharia avançada da Ford. O estudo também permitirá que novos equipamentos surjam ou sejam aperfeiçoados, a exemplo dos air bags, proporcionando a redução de ferimentos graves e óbitos entre cidadãos de qualquer faixa etária. De acordo com Rouhana, quanto mais se souber sobre a disposição, forma e situação dos órgãos do ser humano aumentam as chances de instrumentos de proteção mais eficientes serem desenvolvidos. Empregados em pesquisas os modelos digitais não substituem os dummies (manequins), utilizados nos crash tests para medir os efeitos das forças sobre o corpo. Seu uso serve para compreender a eficácia dos equipamentos de proteção em relação a um impacto e às possíveis lesões ocasionadas por esse. O modelo digital não é feito de uma só vez. Cada componente é produzido separadamente, assim como acontece na fabricação de um carro. Os pesquisadores, através de exames médicos e literatura sobre anatomia, coletam os dados e unem os componentes em um corpo humano virtual para determinarem os efeitos de um acidente e a pressão do sistema de retenção sobre o corpo. Tudo é feito com o auxílio de ferramentas matemáticas e analíticas combinadas com os dados disponíveis do corpo. As informações acerca da anatomia infantil foram obtidas através de um acordo fechado entre a montadora norte-americana e a chinesa Tianjin University of Science and Technology – que trabalha diretamente com o público do Tianjin Children's Hospital. Por: Michelle Sá / Fonte: G1

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