Cerco aos importados: Anfavea busca medidas para enfrentar concorrência externa

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anda bastante incomodada com o volume de vendas apresentadas pelos automóveis importados. Com preços acessíveis e ofertando itens até então não permissíveis aos bolsos de muitos consumidores, os importados ganharam não só espaço no mercado brasileiro como desbancaram alguns nacionais nas listas de mais vendidos.
Cerco aos importados: Anfavea busca medidas para enfrentar concorrência externa
Para colocar as montadoras instaladas no país em pé de “igualdade” com as concorrentes estrangeiras, a Anfavea solicitou a uma consultoria um estudo sobre a situação do setor ante a concorrência dos veículos estrangeiros. Este deverá ser encaminhado ao governo federal com algumas sugestões, assim que ficar pronto.
Cerco aos importados: Anfavea busca medidas para enfrentar concorrência externa
Muito embora não tenha dado pistas sobre as sugestões, o presidente da entidade, Cledorvino Belini, tem-se queixado sobre a falta de competitividade provocada pelos custos de produção e pela apreciação cambial. Em suas críticas, o executivo afirmou que, diante da valorização do real frente ao dólar, a participação dos importados no mercado doméstico cresceu e, por conseguinte, gerou empregos - lá fora.
Cerco aos importados: Anfavea busca medidas para enfrentar concorrência externa
No mês passado, o emplacamento de importados atingiu 20,4% do total de licenciamentos. No primeiro trimestre do ano, a participação acumulada foi de 22%, superior à registrada no mesmo período de 2010 (18,8%) e de 2009 (15,6%). O que causa estranheza é o fato de que, mesmo diante da acirrada disputa, as vendas de veículos nacionais no mercado interno tenham registrado recorde no acumulado do ano - 825,2 mil unidades comercializadas até março –, o que implica em um aumento de 4,7% sobre o mesmo período do ano passado. Se observarmos apenas o mês de março, o movimento cresceu 11,7% sobre fevereiro. Contudo, houve queda de 13,5% se a comparação for com março de 2010.
Cerco aos importados: Anfavea busca medidas para enfrentar concorrência externa
Para Belini, a redução foi devido à procura por vantagens fiscais para a aquisição de carros. Em relação a 2011, ele manteve a projeção de alta de 5% por conta do mercado não apresentar o mesmo ritmo de crescimento do ano passado. Mas, foi otimista ao comentar que este mesmo mercado deverá se alinhar ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Conforme explicou o executivo, as medidas anunciadas quanto às restrições de crédito no exterior provavelmente implicarão em financiamentos mais caros. Contudo, ele não vê possibilidade de maior impacto sobre a meta de investimentos na produção. Afinal, o que o setor deseja em médio prazo é que o governo volte a incentivar a produção para algo entre 5 e 6 milhões de unidades/ano. Em 2010, foram fabricados 3,6 milhões de unidades. Já no primeiro trimestre deste ano saíram das linhas de montagem pouco mais de 900 mil carros - 7,9% a mais do que nos três primeiros meses do ano anterior. Por: Michelle Sá / Fonte: Vrum

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