BRASIL, resultados de novembro: Cai participação de importados

O momento conturbado para os carros importados no Brasil após a criação de alíquotas diferenciadas para carros com menos de 65% de peças nacionalizadas – regra que passou a valer oficialmente a partir do último dia 16/12 – já está refletindo nos resultados comerciais das empresas importadoras. De acordo com a Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores – as vendas de importados atingiram 15.098 unidades em novembro e registraram uma evolução de 13,8% na comparação com o mesmo período de 2010, enquanto o mercado brasileiro como um todo cresceu 15,7%. Com isso, a participação dos importados de marcas filiadas à associação caiu de 5,03% em outubro para 4,95% em novembro. “Infelizmente, os dados de market share já são uma consequência do momento conturbado ao setor de importação de veículos automotores, criado pelo Governo Federal, por meio do Decreto 7.567", afirma José Luiz Gandini, presidente da Abeiva. No acumulado do ano já foram vendidos 180.215 carros importados de marcas filiadas à Abeiva. Este número representa um crescimento de 94% frente a 2010 (92.873). Apesar disso, a indignação de Gandini com a decisão do governo federal permanece. “O veículo, ao ser importado e pagar alíquota máxima de 35%, torna-se um produto nacional. Então, já foi penalizado por não ser fabricado no País. O IPI para o setor automotivo é um imposto diferenciador por uso, consumo e potência, visando favorecer os veículos de entrada e sobretaxar os de alto luxo. Assim, o tratamento não-isonômico de IPI, além de absurdo, é inconstitucional", afirmou o executivo. Por Thiago Parísio / Fonte: Abeiva

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