Contra-ataque: JAC Motors divulga nota à imprensa contra aumento do IPI e confirma manutenção de preços atuais por enquanto

As reações à medida do governo federal que aumentaram o IPI dos carros importados em 30 pontos percentuais já começaram. Depois do pronunciamento da Abeiva questionando a legalidade do prazo de vigência do decreto, agora foi a vez da JAC Motors, uma das maiores prejudicadas, divulgar uma nota à imprensa. A operação brasileira da marca chinesa questiona a função do IPI como regulador de comércio exterior, enfatiza que a situação econômica atual do Brasil é bem diferente da de 1995 – quando a alíquota de importação subiu para 70% - e reforça que os preços de seus modelos serão mantidos ao menos por enquanto. Veja a íntegra da nota oficial: “• A elevação na alíquota do IPI de 30 pontos porcentuais (13% para 43%) para automóveis importados, informado pelo Governo brasileiro ontem, traduz-se na realidade por um aumento de 230% na alíquota atual de IPI. • O resultado desta nova alíquota de IPI na realidade equivale a um Imposto de Importação de 85% para os automóveis importados com origem fora do eixo do Mercosul e do México. • De acordo com as regras da OMC (Organização Mundial de Comércio), o teto para alíquotas de importação de automóveis é de 35%. • A função do IPI na cadeia tributária brasileira não é regular comércio exterior. • Essa medida protecionista do Governo é ainda mais severa do que a mudança de alíquota de importação em 1995, quando subiu de 32% para 70%. • Naquele ano, o PIB do Brasil foi de US$ 800 bilhões, com déficit de balança comercial e alta dívida externa, além do nosso País contar com poucas reservas cambiais. • Esse cenário é exatamente o oposto do que ocorre hoje: o PIB brasileiro foi de US$ 2,1 trilhões (maior do que o da Itália), o Brasil possui superávit comercial (principalmente com a China) e não tem dívida externa. Além disso, como se sabe, o Brasil hoje é credor internacional. • Com apenas 1% de participação nas vendas de automóveis do Brasil, a JAC Motors atuou como regulador de preços dos automóveis nacionais, conforme confirmado por inúmeras reportagens que retrataram as reduções de preços de modelos produzidos por multinacionais instaladas no País. • Todas as marcas chinesas somadas representam 2,5% do mercado nacional. Portanto, não há uma invasão chinesa no mercado brasileiro de automóveis! • Apesar de contar com apenas 1% de market share no País e ter incomodado tanto as multinacionais instaladas no País, a JAC Motors vai continuar oferecendo automóveis bem equipados e dotados de equipamentos de segurança não disponíveis nos segmentos em que atua no mercado nacional, com 6 anos de garantia e relação custo/benefício imbatível. • A JAC Motors Brasil informa que tem uma boa quantidade de carros nacionalizados no estoque na rede e que por enquanto não vai alterar os preços sugeridos de sua família de automóveis no Brasil. • Todos os planos da JAC Motors para a construção de uma fábrica de automóveis no Brasil, que englobam o investimento de R$ 900 milhões, permanecem inalterados”. Por Thiago Parísio / Fonte: JAC Motors

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