Especialista confirma: nunca utilizar o facho alto durante nevoeiro

Nesta semana, a Rodovia dos Imigrantes que liga a cidade de São Paulo ao litoral paulista foi palco de um grande acidente envolvendo centenas de veículos devido a uma pesada neblina. As imagens do acidente mais pareciam cenas de um filme dada a proporção da destruição. Para tentar ajudar os motoristas que enfrentam estas condições de clima, um especialista em faróis automotivos auxilia na escolha da iluminação adequada para não correr riscos. Por definição, a neblina acontece quando há condensação do vapor de água e aí forma-se um nevoeiro de pouca intensidade onde a visibilidade é menor que mil metros. A incidência do fenômeno climatológico é uma preocupação a mais para os motoristas que vivem nas estradas ou saem muito cedo de casa, por isso há a necessidade de atenção redobrada, e a iluminação dos faróis deve estar de acordo, pois podem atrapalhar a visualização das vias. O gerente de desenvolvimento da Nino Faróis, Lázaro Moraes, empresa fabricante de produtos para iluminação automotiva, explica que nos dias de nevoeiro muito baixo, para veículos que não contam com o auxílio dos faróis de neblina, o ideal é manter acesos o facho baixo do farol principal. Isso melhora a visibilidade dos demais veículos e da via. “Tão importante quanto ver é ser visto! A percepção do movimento em conjunto com a luz, torna o veículo melhor visto e evita acidentes”, afirma o gerente. Já para os veículos que possuem os faróis de neblina, o correto é mantê-los acesos juntamente com as lanternas. A névoa fica suspensa e não toca a pista, e como o facho de neblina é projetado por baixo da densidade da massa de ar nebulosa - e não sobre ela - o motorista vê a pista iluminada, auxiliando a condução. “O importante é nunca utilizar o facho alto durante o nevoeiro, porque ele reflete na neblina e prejudica a visão”, aconselha Lázaro. Confusão: Milha ou neblina? Muitos proprietários de veículos acreditam que os faróis auxiliares de neblina e milha são os mesmos ou têm a mesma função, mas não. “No Brasil, usamos como medida de distância quilômetro e não milha, portanto o nome correto do acessório é farol de longo alcance”, afirma Moraes. Outra, e principal diferença, é o uso. Farol de neblina ilumina para baixo e próximo ao veículo e o de longo alcance para frente e longas distâncias. Os donos de carros no Brasil acreditam que os faróis embutidos no para-choque do automóvel são de longo alcance. A maioria dos automóveis fabricados no Brasil, especialmente aqueles que já saem da montadora com o acessório, possuem apenas o farol auxiliar de neblina instalado a cerca de 40 centímetros do chão. Já o farol de longo alcance, raramente vem de fábrica, e fica localizado junto com os faróis principais, às vezes no mesmo bloco óptico ou, no caso das off-roads, junto com o acessório quebra-mato e, eventualmente, nas pick-ups no Santo Antônio.

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