Guerra do IPI: Sindicatos aprovam aumento do imposto, mas com ressalvas

A decisão de elevar o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados agradou não só às montadoras nacionais como aos sindicatos. Enquanto Miguel Torres - representante de metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes – se apressou em definir a medida como "corajosa" e "muito positiva", Quintino Severo, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), embora favorável à decisão, questionou o acompanhamento das contrapartidas sociais. Para Severo, enquanto a empresa brasileira irá se beneficiar não existe nenhuma contrapartida social definida para a classe. “O problema é que nós, trabalhadores, não temos nenhuma contrapartida social mais concreta”. Como exemplo o sindicalista citou a redução da rotatividade da mão-de-obra, afirmando que as medidas não envolveriam elevação dos custos das empresas. “Nós queremos que os consumidores também sejam beneficiados, que os preços caiam na ponta para o consumidor”, completou. O representante da CUT também espera que outros pontos sejam debatidos na área da política industrial. Segundo ele, é importante não só apresentar ideias sobre desenvolvimento tecnológico, mas também dividir a produção brasileira. “Nós achamos que a indústria tem que se desenvolver em todo o Brasil”, frisou o sindicalista em uma referência à concentração da indústria automotiva nacional em determinadas regiões. Por Michelle Sá / Fonte: Jornal do Brasil (Foto: Guilherme Ochika)

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