Guerra do IPI: Alta do imposto não fere regras da OMC, diz secretário

O secretário-executivo do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira, afirmou que o país está pronto para enfrentar a Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito da elevação do IPI. Teixeira afirmou que a decisão do governo federal, que aumentou o imposto sobre os veículos importados, não é ilegal e muito menos protecionista. "Não fizemos uma proteção ou um impedimento. Não queremos fechar o mercado, mas promover uma competição mais simétrica", afirmou durante encontro de empresários brasileiros e alemães. Na ocasião, o secretário, sem citar nomes, ressaltou que alguns países adotam práticas que também deveriam ser contestadas como, por exemplo, a adoção de câmbio artificial e financiamentos subsidiados e com longos prazos de carência. "Na OMC sentimos que precisamos discutir o sistema como um todo de defesa e promoção comercial. Tem dumping cambial, forma de pagamento. Hoje em dia tem países e empresas que dão 360 dias de carência para pagar e isso é um desequilíbrio. A nossa medida é interna de equalização e melhor alocação dos tributos para as empresas que investem e geram empregos", completou. Para Teixeira a medida só deve impactar em nossa balança comercial a partir de 2012 uma vez que há um período de carência para a aplicação da norma. Além disso, também há um período para que as montadoras reduzam seus estoques. "Ainda não fizemos contas sobre isso; mas esse ano não terá impacto porque o ano já está acabando", concluiu. Por Michelle Sá / Fonte: Terra

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