Impressões ao dirigir: Aceleramos o 100% elétrico Nissan LEAF em Interlagos a 150 km/h

A Nissan convidou o CARPLACE a testar o LEAF no Autódromo de Interlagos durante o Quatro Rodas Experience 2011. Diferente do test drive promovido num pequeno e limitado circuito, tivemos a oportunidade de acelerar forte o hatch médio 100% elétrico. Confira as impressões ao dirigir.
Impressões ao dirigir: Aceleramos o 100% elétrico Nissan LEAF em Interlagos a 150 km/h
Clique nas imagens para ver em alta resolução. Dirigir um carro em Interlagos, um dos principais autódromos do mundo, já é algo extremamente interessante para quem gosta de carro. Considerando que se tratava de um carro 100% elétrico, a experiência foi ainda mais interessante. Será que o carro tem boa estabilidade? Arrancada? Desempenho?
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Carro com baterias recarregadas, embarque autorizado. Ajuste do banco do motorista, retrovisores, ajuste do volante, cinto de segurança e tudo pronto. Ao apertar o botão de ignição, nada de barulho, apenas uma aviso sonoro semelhante a de um aparelho eletrônico soa e a sequência de luzes coloridas acende no painel e console.
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Com a autorização para ir à pista, basta um toque para esquerda e para trás no joystiq (o qual cumpre o papel da alavanca de câmbio) para o "engate" na posição "Drive". Mais um toque para trás e o carro entra no modo econômico, o qual otimiza o consumo da bateria com um rodar mais calmo. Andar "suave" não combina com Interlagos, logo, voltamos o "câmbio" para a posição Drive.
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Ao soltar o freio o LEAF começa seu silencioso movimento. Em baixa velocidade, nada muito diferente de carros com bom isolamento acústico. No entanto, tudo é diferente ao contornar a curva "S do Senna" na saída dos boxes. O LEAF começa ganhar velocidade rapidamente e o barulho que se ouve é apenas do vento. Até mesmo o barulho de rolagem dos pneus fica em segundo plano. É quase que a mesma sensação de se descer uma ladeira com uma bicicleta: só o vento mesmo.
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Na reta oposta, a primeira pisada mais forte no acelerador e rapidamente o LEAF já atinge 120 km/h. Conhecendo bem o traçado da pista, forçamos um pouco nas curvas, mas mesmo assim o carro se comportou de forma exemplar, sem tendência de saídas da dianteira ou traseira. Como falamos, nada de barulho de motor, mas um leve e agradável zunido do conjunto elétrico surge dentro da cabine, porém é tão baixo que é preciso muita atenção para notá-lo.
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Como havia mais carros na pista, logo chegamos ao pelotão de carros e ficamos "presos" no fluxo. O piloto-instrutor que acompanhava como passageiro, disse: "Calma, na subida passamos". Logo vem a mente: "Como na subida se o LEAF teoricamente é bem mais pesado por causa das baterias?". Ao chegar na subida da reta dos boxes, acelerador no fundo e o torque de 28,6 kgfm aparece com toda a força. Todos ficam para trás e logo alcançamos novamente os 120 km/h. Na segunda volta, passamos frear ainda mais perto das curvas. O carro é pesado, mas os freios deram conta do recado satisfatoriamente. A estabilidade nas curvas novamente impressionou. Com os trechos de ultrapassagem definidos, seguimos de forma mais tranquila. Na subida da reta dos boxes, mais ultrapassagens fáceis. A velocidade aumentado e aproveitei para questionar o instrutor sobre o que estava achando do carro, uma vez que havia passado o dia todo com ele. Durante a conversa, falando sobre o desempenho, a estabilidade e percepção da tecnologia, alcançamos 130 km/h. Ainda reta, acelerador um pouco mais fundo e 140 km/h. O limite sugerido era de 120 km/h, mas tivemos a autorização para cravar 150 km/h no velocímetro digital. Foram exatos 150 km/h até o ponto de frenagem no fim da reta. Depois disso, ficou claro a que ponto a tecnologia já evoluiu, mas por aqui nada. Um carro 100% elétrico que se comporta dinamicamente de forma exemplar, com respostas dignas de um carro esportivo, sem trancos de troca de marchas, sem barulho de motor e sem fumaça. Enquanto por aqui ficamos na eterna briga pela oferta de meros freios ABS e airbags.
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Conversando com algumas pessoas que também dirigiram o modelo, chegamos numa palavra em consenso que define o carro: "nave". O Nissan LEAF realmente parece uma nave se comparado à tecnologia dos carros atuais. Com um botão, o sistema da nave é ligado com uma sequência de luzes no painel. Basta um toque no joystiq para preparar a nave para decolar. Pisando no acelerador, o barulho do vento conclui esta impressão.
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Pena que no Brasil não exista nenhum tipo de incentivo do governo para viabilizar a presença de carros de tão elevada tecnologia. Pelo contrário, ao invés disso, o governo tenta barrar a evolução natural do mercado através de uma concorrência saudável.
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Foto de: Fábio Trindade