Alto risco: Pesquisa norte-americana aponta que metade dos motoristas usa funções do celular enquanto dirige

Enviar mensagens, telefonar e consultar a internet enquanto se guia um automóvel são práticas bastante comuns em vários países. O problema é que as pessoas que habitualmente fazem dessas ações algo corriqueiro nem sempre têm consciência dos riscos que correm e dos problemas que podem causar às outras pessoas, pedestres e demais condutores. Um estudo feito pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos demonstrou que um telefonema aumenta em seis vezes o risco de exposição, enquanto que uma simples mensagem de texto eleva em 23 vezes o risco de acidentes. Outra pesquisa, desta vez conduzida pelo National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), constatou que aproximadamente 20% daqueles que estão ao volante utilizam o celular enquanto dirigem. O levantamento identificou que 1% do total dos avaliados olhava para o celular a qualquer momento durante o percurso. Metade dos entrevistados afirmou enviar mensagens de seus aparelhos ao mesmo tempo em que precisavam estar atentos ao fluxo de veículos nas rodovias. Baseado nas observações feitas durante o estudo, o NHTSA verificou que os jovens com idades entre 21 e 24 anos estavam entre os que mais excediam os limites de velocidade estabelecidos por lei. Para tentar coibir essas infrações, especialistas de segurança de 35 estados norte-americanos proibiram o uso de telefones nas estradas enquanto os automóveis estiverem circulando. Por aqui, o quadro insuficiente de profissionais para fiscalizar as normas e os baixos valores cobrados pelas infrações por si só não são suficientes para intimidar grande parte dos motoristas - que segue tratando com total descaso as leis brasileiras. A pena pecuniária, considerada como infração média e prevista no artigo 252, para quem dirigir utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular é de R$ 85,13, além dos 4 pontos na carteira. Tão ou mais graves do que conversar ao celular com o carro em movimento são o uso do Bluetooth e do viva-voz, práticas sequer previstas em nosso Código de Trânsito. Para se esquivarem de suas responsabilidades alguns afirmam estar bastante atentos ao trânsito e aos regulamentos. A questão está nos segundos destinados a fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. De acordo com especialistas no assunto, com o carro a uma velocidade de 80 km/h ou 100 km/h uma pessoa demora 2,5 segundos para começar a frear diante de um imprevisto em uma estrada. Na cidade esse tempo cai para 0,75s. Pesquisadores afirmam que o condutor leva 2s para digitar dois algarismos no celular. Desta forma, enquanto ele desvia o olhar para teclar sobram apenas 0,5s para “tentar” desviar de outro obstáculo. Em resumo, um tempo mínimo para evitar batidas ou atropelamentos que podem ser fatais. Por Michelle Sá / Fontes: Olhar Digital / Midiamax

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