Restrição brasileira a veículos argentinos lota pátio de porto no RS

A retaliação imposta pelo governo brasileiro aos produtos argentinos tem proporcionado alguns “transtornos” aos responsáveis pelo pátio automotivo do Porto do Rio Grande. Com capacidade para 5 mil veículos, até ontem o local já comportava mais de 6 mil automóveis. A licença automática, que antes acontecia em apenas três dias, agora pode levar de 30 a 60 dias. Por causa da superlotação pontos alternativos estão sendo usados para estacionar os automóveis que desembarcaram no porto gaúcho – que também recebe modelos vindos do México, Estados Unidos e Austrália. Conforme explicou Dirceu Lopes, superintendente do local, novas áreas deverão ser disponibilizadas. Juntas elas comportarão até 10 mil veículos. “Em breve será construído um segundo andar no estacionamento, já que a previsão é receber, em 2011, 120 mil carros da GM”, contou. Contudo, o impasse parece estar longe do fim. Enquanto o Brasil argumenta sobre as necessidades das transações comerciais do Mercosul, a Argentina questiona os auxílio financeiro dado pelo BNDES aos exportadores brasileiros – o que proporciona uma “assimetria” entre os dois países. E, pelo jeito, o problema tende a se agravar. Até agora, o país vizinho só se comprometeu a facilitar a liberação de pneus, baterias e calçados, deixando de fora tratores, colheitadeiras e eletrodomésticos – cujas retenções têm proporcionado prejuízos milionários às empresas brasileiras. Por: Michelle Sá / Fonte: Portos e Navios

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