Abeiva aguarda bom senso do governo frente às remessas de lucro para o exterior

A Abeiva, Associação Brasileira de Importadoras de Veículos Automotores, divulgou uma nota onde reitera que aguarda bom senso por parte do governo em relação ao aumento da alíquota de IPI para carros importados. A entidade crítica a protecionismo dado para as fábricas locais que enviaram lucros exorbitantes às suas matrizes no fechamento de 2011. Confira a nota na íntegra. Nota da Abeiva: Abeiva reitera bom senso do governo As montadoras nacionais enviam ao exterior US$ 5,58 bilhões faturados no Brasil em 2011. Os dados foram divulgados pelo Banco Central na última terça-feira (24): a indústria automotiva no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, à frente até de bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Ao mesmo tempo o setor de carros importados foi penalizado com alíquota de IPI 30 pontos percentuais”. Esta apuração é do jornalista Pedro Kutney, na matéria publicada na última terça-feira, no site Automotive Business. Diante dessa constatação, José Luiz Gandini, presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, reitera o pedido, já formalizado ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ao Ministério da Ciência e Tecnologia, de bom senso no sentido de rever o Decreto 7.567, que penaliza os carros importados com alta de 30 pontos porcentuais (428% de aumento para os carros com motorização de 1.0 litro – de 7% para 37%) na alíquota do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, até o dia 31 de dezembro de 2012. Gandini argumenta ainda que, no início de dezembro último, a Abeiva protocolou – nos três ministérios – carta da entidade com proposta de importações autorizadas até o limite de 200 mil unidades por ano, com igual alíquota de IPI em relação aos carros montados localmente. “Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012. Com a participação dos veículos importados, é possível inibir inclusive essa remessa exorbitante de lucros às matrizes das montadoras, forçando à pratica no Brasil de preços balizados pelos preços praticados internacionalmente, pelas marcas ainda sem fábrica no país, já penalizadas com a alíquota máxima de imposto de importação, que é de 35%”, avalia o presidente da Abeiva, para que a medida servirá também para proporcionar sobrevida ao setor que possui rede autorizada de 920 concessionárias e emprega cerca de 35 mil brasileiros, além de garantir o pós-venda dos veículos já comercializados.

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