Jornal afirma que Brasil irá mesmo romper acordo comercial com o México

De acordo com a matéria publicada hoje no site do Jornal Valor Econômico, por ordem da presidente Dilma Rousseff, o Brasil irá mesmo romper o acordo automotivo mantido com o México. O motivo seria o déficit crescente no comércio entre os dois países. A decisão será oficializada nos próximos dias com o retorno da presidente e dos ministros do desenvolvimento e das relações exteriores ao Brasil. O acordo firmado em 2002, prevê a possibilidade de anulação, desde que seja comunicado com 14 meses de antecedência. O prazo deve ser respeitado, o que significa que só em 2013 os automóveis, partes e peças comprados naquele país passarão a pagar tarifa de importação.
Jornal afirma que Brasil irá mesmo romper acordo comercial com o México
Desde 2009, o saldo que era positivo para o Brasil, tornou-se negativo. No ano passado, com a vantagem de custos pendendo para os mexicanos e o anúncio de possíveis restrições às importações no Brasil, montadoras estabelecidas no país começaram a mudar de fornecedor. Passaram a trazer do México carros antes importados de outros países, como a Fiat, que começou a importar da filial mexicana veículos antes comprados da Polônia. As importações de automóveis feitos no México aumentaram quase 40% no ano passado, para mais de US$ 2 bilhões, o que, descontadas as exportações àquele país, de quase US$ 372 milhões, resultaram em déficit pouco inferior a US$ 1,7 bilhão. Foi um salto de 162% em relação ao déficit de US$ 642 milhões de 2010. Como reflexo da perda de competitividade dos veículos brasileiros em relação aos mexicanos, as exportações brasileiras para o país caíram quase 40%, de mais de US$ 600 milhões em 2010 para menos de US$ 400 milhões no ano passado.
Jornal afirma que Brasil irá mesmo romper acordo comercial com o México
O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, já discutiu o tema com autoridades mexicanas em Davos no Fórum Econômico. A equipe econômica do governo argumenta que o acordo favorece o México em detrimento dos parceiros do Mercosul, já que os veículos produzidos no México devem ter 35% de conteúdo local e os do Mercosul precisam ter 45%. Diante dos fatos ocorridos atualmente no que se refere ao comércio exterior concluímos que realmente há uma mudança de direção por parte do governo no sentido de proteger a indústria nacional. Mas quanto a vocês leitores do Carplace: o que acham de tais medidas, elas poderão nos trazer benefícios no longo prazo ou não? Fonte: Valor Econômico

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