México não aceita rever acordo automotivo com o Brasil

As informações até o momento não são nada animadoras. Enquanto a balança comercial foi favorável ao Brasil, ou seja, desde 2003 até 2010, o México apurou um déficit de US$ 10 bilhões com o acordo no segmento de automóveis. Em 2011, o jogo virou e o déficit ficou do lado brasileiro. Enquanto o México ficou 7 anos no prejuízo, bastou um ano com resultado negativo para o governo brasileiro querer renegociar o acordo. E do jeito que as coisas estão caminhando, as coisas tendem a ficar mais complicadas. Em comunicado oficial, o México disse o seguinte: "Devido à importância bilateral do Acordo de Complementação Econômica, o governo mexicano não buscará renegociá-lo". Representantes do governo brasileiro estão no México para reuniões sobre o assunto, mas até o momento não houve evolução. Segundo reportagem publicada no Estadão, a disposição dos mexicanos em mudar as regras do acordo automotivo é zero. Fato que até o momento as negociações envolvem apenas os governos dos dois países. Será que pressões das fabricantes, tanto instaladas no México como no Brasil, poderão "contribuir" na solução deste impasse? Se analisarmos a flexibilidade e disposição do governo brasileiro com base no aumento de IPI para carros importados em 30 pontos percentuais, a expectativa não é nada positiva. Fonte: Estadão/Automotive Business

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