Garagem CARPLACE: Desempenho e considerações finais sobre o Renault Fluence Privilège

Durante sua estadia em nossa avaliação, o Renault Fluence foi conduzido por três pessoas da nossa equipe. Na matéria anterior, o jornalista Alexandre Akashi detalhou todos os itens da versão avaliada, e agora, completamos com algumas impressões sobre os diferenciais do modelo, além dos dados de desempenho.
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Após dirigir todos os sedãs médios em sequência, os diferenciais positivos de cada modelo ficam mais evidente, assim como os itens que poderiam ser melhores. No caso do Fluence, alguns detalhes nos chamaram a atenção positivamente. Pode até ser um pouco repetitivo, mas é melhor errar para mais do que deixar de publicar a informação. Conjunto mecânico A primeira impressão positiva é o conjunto mecânico. No Sentra, o motor 2.0 CVT de até 143 cavalos associado ao câmbio CVT já cumpre de forma exemplar o seu papel, mas no Fluence o acerto é ainda melhor. A definição das seis marchas "virtuais" simula exatamente a troca de marchas, com aumento do giro do motor e a "troca" no momento ideal, reduzindo a rotação. Com isso, é possível esticar uma marcha (ainda que limitado pelo rpm). No Sentra este trabalho ocorre sempre de forma linear, fato que não é ruim. Tecnologia
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A segunda impressão positiva é o nível de tecnologia e os itens de série, o que inclui os seis airbags, rádio CD/MP3/USB/AUX/Bluetooth, ar condicionado digital dual zone com saídas para o banco traseiro, os quais estão presentes em todas as versões. Na Privilège, os faróis de xênom dão um toque de refinamento. Sistema Keyless
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Mas um item que realmente muda a vida do motorista é o sistema keyless com abertura e fechamento das portas por aproximação e ignição do motor por botão. O Cruze LTZ também possui o sistema, mas seu funcionamento é diferente. No carro da Chevrolet, ao sair do carro, é preciso passar o dedo em um sensor para fechar o carro. No Fluence, dependendo da configuração, com o cartão no bolso, basta sair do carro e a uma certa distância, as portas travam e os vidros se fecham sem intervenção nenhuma. Para abrir o carro, basta se aproximar, e na configuração testada, ao fazer o movimento de colocar a mão na maçaneta, sensores nas maçanetas das quatro portas identificam que presença e já destravam as portas, deixando apenas o movimento de puxar para abrí-las. No Cruze, é preciso puxar a maçaneta num primeiro nível para destravar e depois abrir (a sensação é de puxar a porta, ficar esperando e então ela abre). O grande problema do sistema Keyless é que depois que se acostuma, é extremamente chato viver sem ele. Desempenho O rodar suave do Fluence também nos chamou atenção. Dos concorrentes, o Fluence tem comportamento e conforto parecido com o do Corolla. Parecido, porque o Fluence tem estilo menos neutro de condução, onde se "sente" mais o carro. Como falamos na matéria anterior, o câmbio CVT é ideal para uma condução linear, ou seja, aproveita-se melhor a tecnologia deste câmbio acelerando de modo suave. No entanto, o conjunto também possibilita acelerações mais vigorosas, como mostra os números de aceleração que obtivemos: o mais rápido entre os sedãs que avaliamos. Desempenho Fluence - 0 a 100 km/h 0-10 km/h: 0,81 segundo 0-20 km/h: 1,58 segundo 0-30 km/h: 2,47 segundos 0-40 km/h: 3,35 segundos 0-50 km/h: 4,32 segundos 0-60 km/h: 5,40 segundos 0-70 km/h: 6,56 segundos 0-80 km/h: 7,87 segundos 0-90 km/h: 9,38 segundos 0-100 km/h: 11,06 segundos Considerações
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O Renault Fluence oferece um excelente custo-benefício, mas não é só isso. É um carro de linhas elegantes e com um conjunto mecânico de origem japonesa, o que desmistifica uma possível restrição à origem francesa. Seu desempenho, apesar do motor oferecer 143 cavalos, é um dos melhores graças ao torque de 20,3 kgfm e pelo trabalho do câmbio CVT. Se o estilo é considerado "tiozão", as vendas mostram que seus consumidores são bem mais jovens do que os de outras marcas, ou seja, um perfil de consumidor sem "preconceitos" que busca um carro que o satisfaça pelo conjunto e custo-benefício, e não simplesmente pelo valor da revenda.

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