Caos no trânsito: número de automóveis no Brasil praticamente dobrou em 10 anos; Manaus é a líder em crescimento

A última década foi de grande prosperidade para o povo brasileiro. O poder aquisitivo aumentou e o crédito fácil também. Nunca foi tão fácil comprar um automóvel, sobretudo zero quilômetro. Como consequência, o que já era deficitário - como o espaço urbano e as vias de trânsito - se tornou caótico. Em pouco mais de dez anos o montante de carros nas doze metrópoles nacionais elevou-se de 11,5 milhões para 20,5 milhões. Em relação às motocicletas esse número é ainda mais assustador, já que elas pularam de 3,5 milhões para 18,3 milhões, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Enquanto outros países investem em transporte público de massa o Brasil segue o caminho contrário, alardeando a criação de mais rodovias sem, no entanto, procurar uma solução viável para o problema. “A capacidade de investimento em infraestrutura viária não acompanha a expansão do número de automóveis. Criam-se mais rodovias, isso gera um aumento no número de carros, o que gera trânsito carregado e aí se criam mais rodovias. É um ciclo vicioso”, explica o urbanista Juciano Martins Rodrigues.
Caos no trânsito: número de automóveis no Brasil praticamente dobrou em 10 anos; Manaus é a líder em crescimento
De acordo com Rodrigues, a população encontrou no carro e na moto alternativas para burlar a ausência de investimentos adequados no transporte público – principalmente nas áreas periféricas, onde o número de motocicletas se elevou. O problema, resultante da falta de ações e da política do veículo particular estimulada pelo governo, pode ser resumido de seguinte forma: engarrafamentos, imprudência, desrespeito às leis e, sobretudo, violência. Acompanhe o crescimento do número de automóveis em 12 metrópoles, entre os anos de 2001 e 2011: Ranking de crescimento na frota de carros (entre parênteses, frota atual) 1. Manaus (AM) +141,90% (357.049) 2. Belo Horizonte (MG) +108,50% (1.753.405) 3. Distrito Federal +103,60% (1.274.792) 4. Goiânia (GO) +100,50% (786.256) 5. Belém (PA) +97,30% (280.231) 6. Salvador (BA) +94,30% (668.472) 7. Curitiba (PR) +91,70% (1.543.739) 8. Fortaleza (CE) +89,70% (628.039) 9. Recife (PE) +78,20% (692.389) 10. São Paulo (SP) +68,20% (8.292.812) 11. Porto Alegre (RS) +67,00% (1.423.439) 12. Rio de Janeiro (RJ) +62,00% (1.274.792) Por Michelle Sá / Fonte: Exame (por Amanda Previdelli)

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