Novo Regime Automotivo prevê carros mais econômicos - Meta é 17,26 km/litro com gasolina até 2017

Uma das condições para que uma montadora cumpra os requisitos estabelecidos pelo Novo Regime Automotivo é atingir níveis mínimos de eficiência energética em relação aos produtos comercializados no País. Ou seja, os carros terão obrigatoriamente que evoluir em termos de consumo, e os mais econômicos, podem ainda se beneficiar com uma redução adicional de 2 pontos percentuais no IPI. Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disse durante o anúncio que o objetivo é que o consumo médio de gasolina aumente dos atuais 14 quilômetros por litro para 17,26 quilômetros por litro. No caso do etanol, o consumo médio atual é 9,71 quilômetros por litro e deve chegar a 11,96 quilômetros por litro. "As montadoras que desejarem integrar o novo regime automotivo e se credenciar para obter o benefício tributário terão assumir o compromisso de produzir e comercializar veículos mais econômicos", disse o ministro em anuncio feito nesta manhã.
Novo Regime Automotivo prevê carros mais econômicos - Meta é 17,26 km/litro com gasolina até 2017
Outro objetivo do Governo com esta medida é reduzir a emissão de gases poluentes para cerca de 130 gramas por quilômetro até 2017. Atualmente são 171 gramas de gás carbônico (CO2) por quilômetro, em média. O Decreto nº 7.819 não abre margens para outro tipo de combustível para carros de passeio além do etanol e gasolina, e de forma indireta cita eletricidade Assim, nem mesmo foi previsto ou cogitado a adoção do diesel para carros pequenos. No decreto, o governo explica que entende-se como eficiência energética níveis de autonomia expressos em quilômetros rodados por cada litro de combustível (Km/l) ou níveis de consumo energético expressos em megajoules por cada quilômetro rodado (MJ/Km), medidos segundo o ciclo de condução combinado descrito na Norma ABNT NBR 7024: 2010. Desta forma, as montadoras terão, obrigatoriamente, que oferecer carros mais econômicos, mesmo que seja para daqui cinco anos. Pelo menos é uma possibilidade de começarmos a ter motores, enfim, mais modernos em nosso mercado.

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