Redução do IPI: Alguns carros sofrem pouca redução e deixam consumidores confusos

Imagine que você estava se preparando para comprar um carro novo. Roda em algumas concessionárias, faz algumas cotações e percebe que todas as concessionárias de uma marca tal esteja oferecendo um carro por R$ 30.000, enquanto seu preço "de tabela" seria R$ 34.000. Logo em seguida, o governo anuncia a redução no IPI, e logo você espera um preço ainda mais atrativo, mas o que encontra? Com a queda nas vendas, muitas lojas estavam reduzindo os preços para deixar o carro mais atrativo, como o caso desta redução de um modelo qualquer de R$ 34.000 para R$ 30.000. Com a redução no IPI, seria de se esperar um "novo preço" cerca de 10% menor, ou seja, algo como R$ 27.000. Na prática, isso não vem acontecendo pois o desconto do IPI vem sendo aplicado em relação ao preço cheio, e que em alguns casos, ainda deixa mais alto do que o valor promocional das próprias fabricantes. No exemplo fictício em questão, o carro de R$ 34.000 com uma redução média de 10% hoje está sendo oferecido por R$ 30.600. É exatamente esta situação que está fazendo com que consumidores desistam de comprar, conforme mostra uma reportagem do caderno de Economia do jornal Estadão. Vendedores e gerentes precisam explicar que o novo preço tem como base a tabela original, e não os preços promocionais que já vinha sendo praticado, o que acaba gerando muita especulação e poucos negócios concretizados. O que deixa o consumidor "confuso" é justamente saber que se já existia "preço promocional", é porque existia "gordura" para queimar. Melhor seria classificá-lo como consumidor "inteligente", do que "confuso", pois muito mais atrativo seria um preço final, ali na loja, com a redução do IPI mais o desconto mais generoso dos fabricantes. É provável que se ao continuar da forma como está, a redução do IPI não tenha o grande efeito esperado. Por outro lado, deve destacar também as montadoras que, além do IPI, também aplicaram um desconto considerável. Como sempre, a dica é muita pesquisa. Nos próximos dias poderemos ter uma leitura melhor das posturas adotadas por cada montadora. Fonte: Economia Estadão

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