Desafio à 20 km/l: Confira em detalhes como foi o Audi A1 Efficiency Challenge

Desafio à 20 km/l: Confira em detalhes como foi o Audi A1 Efficiency Challenge
Para comemorar o Dia Internacional do Meio Ambiente (hoje, 5 de junho), a Audi realiza evento inusitado para mostrar o potencial do modelo A1 em matéria de eficiência energética.  Por: Alexandre Akashi Quantos quilômetros por litro é capaz de um Audi A1 fazer no ciclo rodoviário? O número oficial de laboratório da montadora alemã é de 21,7 km/l. Dada a informação, a Audi resolveu testar as habilidades dos jornalistas do setor automotivo, e propôs um desafio inusitado: ir de São Paulo ao Rio de Janeiro com objetivo de comprovar que este número não é uma ficção científica, mas tangível. Clique nas imagens para ver em alta resolução. Desafio aceito. Este jornalista é craque no assunto. Porém, o desafio foi feito em duplas, assim o colega de profissão do site Webmotors, Rodrigo Samy, embarcou comigo no A1 2011, com 14.274 km rodados, às 14h44, no restaurante Vento Haragano, na região da Rebouças, em São Paulo, após farto almoço oferecido pela montadora (claro que neste momento ambos estávamos pelo menos uns 500 gramas mais pesados do que quando chegamos ao restaurante).
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A dupla Rodrigo Samy (primeiro plano) e Alexandre Akashi Foram poucos quilômetros percorridos na cidade de São Paulo, com trânsito moderado a leve. A primeira parada foi em um posto de combustível na rodovia Ayrton Senna, para abastecimento de água potável para os jornalistas. Ao todo, 13 Audi A1 compõem o A1 Efficiency Challenge, nome com o qual o evento foi batizado. Neste momento, às 15h16, o computador de bordo registrava 22,1 km/l de consumo médio e 36,2 km percorridos. Nada mal.
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Foram 26 minutos de parada. Dois minutos depois, e 3,3 km adiante, o primeiro pedágio: R$ 2,60, com consumo médio um pouco pior do que no posto, 21,8 km/l. A viagem estava apenas começando.
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Com motor 1.4 litro, 16 válvulas, turbo e injeção direta de combustível, o Audi A1 tem singelos 122 cv de potência máxima e torque máximo de 200 Nm na faixa entre 1.500 rpm a 4.000 rpm, o que confere ao modelo uma excelente elasticidade de força para acelerar rápido, sem que isso se reflita em um consumo exagerado. Pela lei da física, é possível rodar de forma bem econômica utilizando toda essa faixa de torque máximo, e com isso ter uma boa arrancada e também retomadas rápidas, o que torna o veículo bem ágil.
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Às 16h, o segundo pedágio. Mais R$ 2,40 é nova medição: consumo médio de 20,9 km/l em 64,6 km percorridos. Pista com limite de 120 km/h dá nisso. “Nossa, nem percebi que estava a 140 km/h”, reparou meu colega de viagem, Rodrigo Samy. Realmente, o carro acelera assim, fácil, fácil, sem nenhum esforço aparente. Este, porém, foi o único deslize dele. Depois, manteve o A1 no limite da pista. Vinte minutos depois, um novo pedágio, e mais R$ 2,40. Um minuto inteiro parado, na fila. O computador de bordo indicava neste momento consumo médio de 20,4 km/l e 99,2 km percorridos. Para quem arrancou do zero, andou vinte minutos e percorreu quase 35 km, fez uma velocidade média em torno de 110 km/h. Com pista com limite de 120 km/h, estávamos indo bem. Outro segredo do Audi A1 para ser eficiente, além do bom motor, é o câmbio automatizado de dupla embreagem e sete velocidades (chamado pela Audi de S-Tronic). Este é um dos melhores câmbios que existes na atualidade para veículos a combustão interna. Equipa vários carros da Audi, e também a versão TSI do Volkswagen Jetta. Podia equipar todos os veículos brasileiros, pois ele realmente faz a diferença. As trocas de marchas são extremamente suaves, uma vez que se têm duas embreagens trabalhando simultaneamente. Enquanto uma engata as marchas ímpares, a outra engata as pares, e isso permite que a marcha seguinte fique sempre pré-engatada, assim a troca é feita instantaneamente, sem trancos, sem a necessidade de conversor de torque, o que resulta em suavidade, conforto, agilidade e economia de combustível. Formidável.
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Às 16h35, quinze minutos depois do terceiro pedágio, uma nova parada: sim, mais um pedágio. Este um pouco mais em conta: R$ 1,90. Pra que parar tanto em pedágios, alguém consegue me responder? Por que não cobram uma única vez, uns R$ 10 e pronto? Haja paciência, e este teste foi mesmo para testar a nossa paciência. Bom neste momento o computador marcava 122 km percorridos com média de consumo de 20,3 km/l. Até este ponto e um pouco mais adiante a rodovia era um convite a acelerar fundo. Ainda mais em um Audi. Mas o objetivo era mostrar a eficiência do veículo em consumo de combustível, rodar no limite de velocidade, sem extrapolar o pé direito, mas também sem ser um velho de 96 anos atrás do volante. Tarefa difícil quando se tem menos da metade dessa idade e ainda mais com um carro que faz de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos.
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O Audi A1 é um carrinho valente, que tem muita pré-disposição para andar rápido, com segurança. Vem com freios ABS, controle de tração e air bags, tudo que um motorista amador precisa para se sentir um piloto de verdade, e poder errar sem ter medo de se acidentar com gravidade (exceto se não tiver nenhum tipo de noção ou bom senso, claro). Entre os carros com motor pequeno, é o mais divertido. Os outros são os Fiat da família T-Jet (Punto, Bravo e Linea), Peugeot RCZ e o mais recente lançamento da Citroën, DS3, estes dois últimos com motor 1.6 litro turbo de 165 cv. E tem também os Mini Coopers e o smartfortwo, da Mercedes-Benz, mas entre todos, o Audi A1 é o que mais transmite segurança de apertar o acelerador sem dó e deixar ele te levar a 180 km/h, 190 km/h. A Audi diz que dá 203 km/h de velocidade máxima, mas para chegar nesse número, é preciso muita pista. 180 km/h ele faz em uma única pisada de acelerador, em menos de 1 minuto. Assim, foi com dó que saímos do sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto sem ao menos sentir o gosto de dar fim de curso no motor 1.4l do A1. Às 17h04, atingimos o primeiro pedágio da rodovia Dutra, de impressionantes R$ 9,60, com 168 km percorridos desde a largada, em São Paulo, e consumo médio de 20,3 km/l. Foi um trecho de muito tráfego, por conta da via Dutra e os caminhões.
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Quase uma hora depois, às 18h03, paramos para a troca de motorista. O odômetro marcava 244,5 km percorridos, com consumo médio de 20,8 km/l. Foi uma parada longa, de 50 minutos. Assumi o volante, em um trecho de estrada com tráfego mais leve, a alguns quilômetros do início da descida da serra. Mas antes, claro, um pedágio, para gastar mais R$ 9,60. Odômetro na marca de 270,6 km percorridos, e consumo médio de 20,8 km/l, às 19h12. Velocidade da via alternava entre 110 km/h e 80 km/h, dependendo da quantidade de curvas. Deste trecho até o pedágio no fim da serra, foram quase 100 km de pista, em que percorremos quase sempre acima do limite de velocidade de 80 km/h. Não tem como ir a 80 km/h neste trecho, pois se é literalmente empurrado pelos caminhões e demais veículos. A conclusão veio ao para pagar os R$ 9,60 do pedágio: a média não subiu, pelo contrário, diminuiu. Foi para 20,7 km/l às 20h30. A chegada à cidade do Rio de Janeiro estava próxima. Neste momento havíamos percorrido 383,3 km, faltava pouco menos de 100 km para o destino final, o Hotel Bourbon Residence Premium, na Barra da Tijuca. Linha Vermelha, Linha Amarela, novo pedágio, de R$ 4,40 (que não estava na planilha), e finalmente o destino final, com 476,9 km percorridos no total e consumo médio final de 20,6 km/l. Excelente marca, ainda mais porque os últimos 10 km foram bem devagar, com voltas e voltas em quarteirões para encontrar o hotel, que fica um tanto o quanto escondido. O horário de chegada: 22h11. O resumo da viagem: 476,9 km percorridos em 7h27 minutos de viagem, dos quais 1h16 foram literalmente parados, e outros 20 minutos quase parados (pedágios, voltas no quarteirão para encontrar o hotel). Velocidade média final: 75 km/h. O desafio foi vencido. O Audi A1 provou que é bom de consumo. Não é preciso esgoelar o acelerador com o pé direito para andar bem. Claro, se tivéssemos puxado um pouquinho mais, a viagem teria sido mais divertida. Se não fosse um desafio de eficiência energética, teríamos usado mais gasolina Podium da Petrobras, que foi parceira da Audi neste evento e forneceu o combustível. Mas serviu para mostrar que os números de fábrica são reais.
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Vale lembrar que o Instituto Mauá de Tecnologia testou o modelo em pista fechada, o abasteceu com 1 litro de combustível (gasolina Podium da Petrobras) e o pôs para rodar em condições normais de uso (tal como fizemos na estrada). O resultado: 20,8 km/l. Assim, a dupla Akashi/Samy fez exatamente como eles, principalmente no ciclo rodoviário. E o Audi A1 mostrou que mesmo quem não precisa, pode ter um carro muito econômico. E se este não é um grande argumento de venda para o modelo aqui no Brasil, uma vez que custa a partir de R$ 81.990 (já com redução do IPI), é excelente notícia para europeus, povo cada vez mais consciente da necessidade de comprar carros que gastem pouco combustível e emitam menos gases poluentes e de efeito estufa.

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Foto de: Redação