Carros para sempre: Chevrolet Chevette - "A GM não faria apenas mais um carrinho"

Lançado em 1973, o primeiro compacto mundial da GM chegava para mudar conceitos em uma época em que o mercado nacional estava se transformando. Idêntico ao europeu Opel Kadett C e lançado aqui seis meses antes da Europa (algo raro até hoje), o moderno Chevette chegava no mesmo ano em que a VW Brasília e o Dodge 1800.
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Rompendo as tradições da GM ao oferecer um carro compacto, o Chevette chegava ao mercado nacional na configuração sedan duas portas com 4,12 metros de comprimento, tração traseira e motor refrigerado a água acionado por correia dentada (inovação na época). O propulsor era um 1.4 litro de 68 cv de potência bruta e torque máximo de 9,8 kgf/m (bruto) acoplado ao câmbio manual de quatro velocidades com alavanca em posição mais elevada. Ele alcançava velocidade máxima de 140 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 19,1 segundos. E a GM ainda alardeava modernidade em sua propaganda "A GM não faria apenas mais um carrinho".
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A primeira reestilização veio em 1978 com a frente redesenhada ao estilo dos Pontiacs americanos. No ano seguinte chega o Chevette Hatch, verão nacional do Opel Kadett City. Nesse mesmo ano chega também a versão quatro portas, que ainda não era valorizada no mercado brasileiro e acabou se destinando em grande parte à exportação.
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Em 1980 novas mudanças, desta na traseira que passou a contar com lanternas maiores e para-choques redesenhados com aspecto mais robusto. Nesse ano, chega a perua Marajó que permaneceu em produção até 1989 sendo substituída pela Ipanema.
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No ano seguinte era lançada a versão S/R, que trazia motor mais forte com 80 cv e visual que contava com pintura externa exclusiva com faixa degradê, spoiler dianteiro e traseiro, faróis de neblina além do interior com novo padrão de acabamento.
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Em 1983 ele passa por uma ampla reestilização com visual inspirado no recém lançado Monza que definitivamente caiu no gosto do público e tornou o Chevette pela primeira vez o carro mais vendido do ano. Ainda em 1983 todas as versões passam a contar com motores 1.6 a álcool ou gasolina.
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No ano seguinte, a família crescia e chegava ao mercado a picape Chevy 500. Ao longo da década de 80 ele ainda continuaria recebendo aprimoramentos na parte mecânica e mais uma renovação visual em 1987 com novos para-choques envolventes com grade integrada, novos faróis e acabamento interno.
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Em 1992 é lançado o Chevette Júnior, com um fraco motor 1.0 de 50 cv que não agradou e acabou saindo de linha meses depois. A trajetória do Chevette continuaria até o final de 1993 para dar lugar ao novo projeto mundial da GM: o Corsa, que também se tornou um grande sucesso da marca. Vídeos de comerciais da época: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=V6ORsCL5jZk http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=nwJc0WxtYVI

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Foto de: Julio Cesar