Vídeo: Civic "gabarita" crash-test mais severo nos EUA; "brasileiros" vão mal

O IIHS (Insurance Institute for Highway Safety) tem sido um carrasco para os carros nos EUA. Após reprovar modelos como o Toyota RAV4 e distribuir notas baixas entre carros conceituados, o instituto aprovou seis modelos na última rodada de testes, cujos resultados foram revelados no final da última semana. Essa rodada de testes reuniu 12 modelos compactos (para os padrões dos EUA). Entre todos os carros avaliados, o Honda Civic - nas versões cupê e sedã e, portanto, sendo contado como dois modelos distintos - foi o único a atingir a nota máxima. Veja o vídeo abaixo:
Na sequência, Ford Focus, Hyundai Elantra, Dodge Dart e Scion tC conseguiram o conceito aceitável, nota mínima para passar no teste.
Vídeo: Civic "gabarita" crash-test mais severo nos EUA; "brasileiros" vão mal
Como não poderia deixar de ser, diversos carros foram reprovados. A lista inclui modelos vendidos no Brasil, como os Chevrolet Sonic e Cruze, o Kia Soul e o Volkswagen Beetle (o nosso Fusca). A maior decepção ficou por conta do Kia Forte, que é o nome norte-americano do Cerato vendido por aqui. O sedã obteve a pior nota dessa bateria de testes, como é possível ver acima. Além destes carros listados, completou a lista a geração atual do Nissan Sentra, cotada para chegar ao Brasil em breve, que também foi reprovada. Confira abaixo o vídeo do crash-test do lanterninha Forte:
Entenda o teste Diferentemente do crash-test de instituições como Euro NCAP (Europa), Latin NCAP (América Latina) e NHTSA (EUA), a avaliação feita pelo IIHS tende a exigir mais da estrutura do carro. Chamado de "small overlap", ele utiliza uma barreira deformável que atinge apenas 25% da dianteira do veículo (contra 50% do teste padrão). Essa diferença provoca uma deformação mais pronunciada na dianteira do carro e impacto também faz o veículo se movimentar para a direita. Essa movimentação, somada à deformação da caixa de roda, são as principais causas das baixas notas obtidas nos últimos testes, por atrapalhar a atuação do airbag do volante e por causar danos nos pés do boneco de testes, respectivamente. Enquanto as fabricantes alegam que os critérios para o teste são rígidos em demasia, o instituto defende a metodologia dizendo que quando foram iniciadas as avaliações usando o método anterior (atualmente utilizado pelo NHTSA e pelo Euro NCAP e Latin NCAP, com pequenas variações), a maioria dos carros avaliados recebia nota baixa. Hoje, o índice notas boas é muito maior. A entidade espera que, ao "subir o sarrafo", a segurança dos carros reflita a exigência maior. Veja abaixo o resumo dessa bateria de testes.

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Foto de: Rodrigo Lara