Carros para sempre: 350 GT foi o início da linha para a Lamborghini

A história da Lamborghini teve real início em 1963, quando a recém-criada marca mostrou ao público o protótipo 350 GTV durante o Salão de Turim daquele ano. O carro nunca chegou à linha de produção, sendo barrado pelo próprio Ferruccio Lamborghini, que estava insatisfeito com várias especificações do veículo. A evolução do 350 GTV foi apresentada em 1964, durante o Salão de Genebra. Chamado de 350 GT, ele carregava algumas características do protótipo do ano anterior, porém estava mais ao gosto de Ferruccio. O motor V12 do 350 GTV ficou mais manso, o que aumentaria sua durabilidade. A carroceria foi modificada e redesenhada pelo estúdio Carrozzeria Touring. A recepção calorosa do público mostrou que a Lamborghini havia conseguido atingir o sonho do seu criador: ser melhor do que a Ferrari.
Carros para sempre: 350 GT foi o início da linha para a Lamborghini
Refinado e confortável O 350 GT era um típico grã-turismo. O carro tinha espaço para dois ocupantes, com um capô longo e linhas delgadas. Sua carroceria era construída em alumínio e o chassi usava um processo criado pela Carrozzeria Touring chamado de “Superleggera”, ou “superleve”, uma técnica que visava diminuir o peso do carro. Refinamentos técnicos como a suspensão independente nas quatro rodas agregavam ao cupê um rodar confortável, sem que o prazer ao volante fosse prejudicado.
Carros para sempre: 350 GT foi o início da linha para a Lamborghini
O 350 GT carregava um motor V12 de 3,5 litros. Rendia 270 cavalos, o que era suficiente para fazer o carro chegar próximo dos 250 km/h de velocidade máxima e fazer de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Seu interior era refinado, uma reprodução do pensamento de Ferruccio Lamborghini sobre como deveria ser um esportivo para as ruas. A produção do 350 GT durou até 1967, após 120 unidades fabricadas. Não é possível dizer, contudo, que a sua história terminou por aí. 400 GT: evolução no motor Em 1965 o motor do 350 GT ganhou um tempero extra. O V12 do carro passou de 3,5 para 4 litros, tornando o desempenho do carro ainda melhor. Com essa configuração, o cupê alcançava os 320 cv de potência, mas a carroceria feita de aço – e, portanto, mais pesada – não permitia que isso se transformasse em uma velocidade final superior a do 350 GT. O 400 GT foi uma série especial do 350 GT, sendo que a única diferença entre os dois era o motor. As demais especificações, sejam mecânicas ou de acabamento, seguiram as mesmas vistas no 350 GT. Sua vida foi curta: a variante existiu entre 1965 e 1966 e somente 23 unidades do carro foram fabricadas.
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Uma nova versão A ótima experiência proporcionada pela dupla 350 GT e 400 GT só poderia ser usufruída por duas pessoas – ainda que o primeiro tivesse algumas poucas unidades construídas com um terceiro banco, um pouco atrás dos dois convencionais. Essa característica mudaria com o 400 GT 2+2 que, ao contrário do 400 GT, era uma verdadeira evolução do 350 GT. Do carro original restaram somente os traços da carroceria. E seguia fielmente a proposta de Ferruccio para esse tipo de veículo: um veículo prático, potente, confortável e fácil de ser pilotado. O 400 GT 2+2 foi mostrado ao público no Salão de Genebra de 1966, dois anos após o 350 GT debutar no mesmo evento. Suas dimensões eram maiores, principalmente no que se diz respeito à altura. Os dois lugares da traseira não eram pródigos em espaço, porém abriam a possibilidade de levar duas pessoas pequenas em seus assentos. Ao todo, 224 Lamborghini 400 GT 2+2 foram produzidos até 1968, seu último ano de fabricação, superando o modelo que foi sua inspiração. Nada mal para uma dinastia de carros que enfrentou competidores do calibre de Ferrari 275 GTB, Jaguar E-Type e Chevrolet Corvette StingRay.

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