Carros para sempre: Renault 19 marcou o retorno dos franceses ao Brasil

Carros para sempre: Renault 19 marcou o retorno dos franceses ao Brasil
No inicio dos anos 80, a Renault começou a trabalhar em um substituto para o tradicional Renault 9/11 na Europa. O projeto, chamado de X53, buscou as melhores soluções técnicas da época, enquanto o estilo ficou a cargo do estúdio Renault Design em parceria com o famoso designer italiano Giugiaro. O desenvolvimento do Renault 19 durou quatro anos, culminando com o lançamento no mercado europeu em abril de 1988. A espera tinha valido a pena, pois, além do visual contemporâneo, o modelo apresenta ótimas qualidades dinâmicas e coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,31, número muito bom para a época. Fora isso, a questão da segurança foi levada a sério pelos engenheiros da marca, com aplicação de reforços laterais e até airbags nas versões superiores - recursos que ainda eram raros no segmento.
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O 19 era produzido nas unidades de Douai e Maubeuge (França), Valladolid (Espanha), Setubal (Portugal) e, posteriormente, em Santa Isabel (Argentina) e até na Colômbia. Lançado inicialmente nas variações de três, quatro e cinco portas, ele ganhou depois uma versão quatro portas com porta-malas ampliado, um sedã legítimo: era o 19 Chamade. Algum tempo depois, o modelo passou a contar também com uma variação conversível, conhecida como 19 Cabrio.
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A gama de motores era extensa, com opões a gasolina ou diesel: começava pelo 1.4 de 65 cv e chegava ao 1.8 de 136 cv aplicado no Renault 19 16V, que acelerava de 0 a 100 Km/h em apenas 8,5 segundos. Por fora, além das rodas de liga e dos logotipos "16S" (S de soupápes, válvulas em francês), o esportivo se diferenciava pela tomada de ar no capô.
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Na Espanha, ele foi eleito o "Carro do Ano" em 1989, sendo premiado também na Alemanha no mesmo ano, eleito como "número 1 entre os carros importados". Além disso, foi o "Carro do Ano" também na Argentina, em 1993. Em 1992, com apenas quatro anos de mercado, era lançado o Renault 19 Fase II. Com visual atualizado e motores com injeção eletrônica, ele se distinguia pelos novos para-choques, faróis redesenhados, novo painel e formas mais arredondadas.
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Com a reabertura das importações, a Renault voltou no Brasil em 1992. E o 19 foi o primeiro modelo a chegar, importado da Argentina (produzido na planta de Santa Isabel). Estava disponível nas versões RN e RT de três ou cinco portas, além da sedã, equipadas com os motores 1.6, 1.8 e 1.8 16V.
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A produção europeia duraria só mais dois anos, sendo encerrada em 1994. No ano seguinte, nascia o sucessor Renault Mégane. Na Argentina, porém, o 19 seguiu carreira até o ano 2000, até que enfim deu lugar ao Mégane. Considerando a tradição da Renault no mercado argentino, onde está presente desde a década de 60, o 19 foi um modelo de sucesso no país vizinho. No Brasil ele não chegou a ser destaque nas vendas, mas teve sua importância por marcar o retorno do marca ao país junto com o pequeno Twingo.

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Foto de: Julio Cesar