Carros para sempre: Fiat Brava - belo italiano teve vida curta no Brasil

Depois de encerrar a produção do injustiçado Tipo no Brasil em 1997, a Fiat programou o inicio da importação do italiano Bravo para ocupar o seu lugar. Porém, devido à crise cambial de 1999, os planos mudaram completamente: a marca desistiu da importação e decidiu fabricar no Brasil o Fiat Brava - uma versão mais clássica do "esportivo" Bravo.
Carros para sempre: Fiat Brava - belo italiano teve vida curta no Brasil
Com visual de linhas curvas, inaugurado no Punto de 1993, os irmãos Bravo/Brava surgiram na Europa em 1995. O Bravo tinha proposta mais dinâmica, com carroceria hatch e apenas duas portas, enquanto o Brava adotava a configuração de cinco portas e uma traseira estilo notchback (como no Ford Escort), de proposta mais familiar.
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Mesmo sendo lançado por aqui com mais de quatro anos de atraso em relação à Europa, o Brava ainda ostentava um visual arrojado para a época. O destaque era a frente afilada com os faróis estreitos e a traseira com a lanterna "rasgada" em três segmentos. Por dentro, o Brava também não decepcionava. Com um interior semelhante ao do sedã Marea, de painel bem desenhado e amplo espaço interno, oferecia bom nível de acabamento e itens importantes para o segmento, como ar-condicionado automático.
Carros para sempre: Fiat Brava - belo italiano teve vida curta no Brasil
O Brava foi vendido no Brasil nas versões SX, ELX e HGT. As duas primeiras usavam o motor 1.6 16V de 99 cv e 14,8 kgfm, que devido a mudanças na tributação foi substituído depois de poucas semanas por uma versão com 106 cv e 15,1 kgfm de torque - era o mesmo motor usado na família Palio na época. O SX trazia de série direção hidráulica, regulagem de altura do volante, ajuste elétrico dos faróis e limpador traseiro. A ELX incluía ar-condicionado automático, vidros elétricos dianteiros, toca-fitas e imobilizador.
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Para a linha 2002, foi oferecido um novo motor para as versões SX/ELX: o 1.6 16V recebia pistões mais longos (corsa lunga) para render 106 cv e 15,4 kgfm de torque máximo. Apesar da mesma potência e torque apenas um pouco superior, o propulsor tinha melhor distribuição de torque para melhorar as respostas em baixas rotações - alvo de reclamações na época.
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Enquanto isso, a versão HGT usava um motor 1.75 16V de 132 cv e 16,7 kgfm de torque. Com ótimo rendimento em altas rotações, o propulsor italiano entregava desempenho muito bom, como aceleração de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e velocidade máxima de 200 km/h (dados da Fiat). O visual contava com rodas esportivas aro 15", aerofólio, grade dianteira na cor cinza e estofamento em veludo. Os opcionais eram ABS/EBD, teto solar e airbag duplo.
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Apesar de sua curta trajetória, o Brava conseguiu deixar um legado de fãs. O substituto do Tipo agradava pela tecnologia, nível de acabamento e ótima mecânica na versão esportiva HGT. Depois dele, o Stilo vinha com um estilo mais retilíneo e se tornaria o hatch médio mais duradouro da Fiat no mercado até então.

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