Carros para sempre: Karmann Ghia tinha estilo de sobra e agradou europeus e brasileiros

Mostrado ao público pela primeira vez no Salão de Frankfurt de 1955, o Karmann Ghia nasceu de uma parceria entre o estúdio italiano Ghia e a alemã Karmann. A Volkswagen havia encomendado aos parceiros um novo carro esportivo que tivesse a praticidade de um sedã e utilizasse os conceitos mecânicos da marca.
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Bem recebido pelo público e imprensa desde o seu lançamento, o modelo logo se tornaria sucesso na Europa e depois nos Estados Unidos. Elegante, o cupê de duas portas tinha desenho muito agradável, media 4,14 metros de comprimento e pesava 830 kg. O interior era simples, mas bem acabado, porém o espaço para bagagens era limitado.
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Equipado com um motor 1.2 de 30 cv refrigerado a ar, ele seguia o conceito da Volkswagen na época, com motor e tração traseiros. Suspensão era independente e os freios a tambor nas quatro rodas (suficientes devido aos baixos peso e potência do modelo). No ano de 1957, começava a ser produzida a versão conversível com a bonita capota de lona.
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Sucesso crescente na Europa, ele também começou a ser exportado para os Estados Unidos com poucas modificações, sendo uma delas uma para-choques mais reforçados. A Karmann Ghia do Brasil foi criada em 1960 (a única fábrica da Karmann fora da Alemanha) e começou a produzir o modelo em 1962. Por aqui, ele causou impacto pelas linhas joviais e esportivas, mas custava caro para os padrões da época.
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Praticamente igual ao modelo alemão, o Karmann Ghia brasileiro usava o fraco motor 1.2 de 30 cv e 7,7 kgfm de torque dos primeiros modelos europeus. O desempenho era modesto, com velocidade máxima de apenas 120 km/h. Porém, graças a direção e câmbio precisos, além da boa dinâmica, o cupê era muito agradável de se dirigir. Em 1967 ele ganha o motor 1.5 de 44 cv e, no ano seguinte, a versão conversível. Na época, era o único carro produzido em série no Brasil sem capota rígida. Ao todo, foram produzidas apenas 176 unidades nessa variação no Brasil.
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No ano de 1970, muitas novidades: freios a disco na dianteira e chegada do motor 1.6 de 50 cv e 10,8 kgfm de torque. Com ele o cupê acelerava de 0 a 100 km/h em 23,8 segundos e alcançava máxima de 138 km/h. Ainda neste ano, era anunciado a nova geração: o Karmann Ghia TC, que adotava linhas mais retas e de clara inspiração no Porsche 911. Media 4,20 de comprimento e pesava 920 kg. O interior mantinha as linhas da geração anterior.
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No ano seguinte o clássico Karmann Ghia 1600 era descontinuado, restando apenas o mais atual TC, que continuava custando muito caro para os padrões da época.
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Com o lançamento do Volkswagen SP2 em 1972, a vida do modelo ficaria muito difícil. Projeto da VW brasileira, o SP2 era mais atraente, moderno e tinha desempenho superior.
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Um dos carros mais cobiçados no mercado de antigos, o Karmann Ghia é objeto de desejo de muitos colecionadores, muito mais na raríssima versão conversível. Karmann Ghia do futuro Recentemente, Jonas Hipólito de Assis, presidente do Grupo ILP Industrial, controlador da Karmann-Ghia, promoveu um concurso para escolher o melhor projeto para um futuro Karmann Ghia.
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Os vencedores do "Concurso Universitário Karmann-Ghia de Design" foram os estudantes paranaenses Felipe de Oliveira Mazzêo e Rodrigo Kós Scarpetta. “Vamos aperfeiçoar a proposta vencedora e avaliar sua viabilidade econômica. Para tirar este projeto do papel, a Karmann-Ghia precisa de um parceiro”, explicou Jonas. O concurso, foi o primeiro passo de uma estratégia que inclui investimentos de U$$ 30 milhões para mudanças na infraestrutura da fábrica e para a aquisição de novos maquinários.
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Diante dos novos fatos, vamos aguardar e ver se projeto realmente segue adiante. Quem sabe não poderemos presenciar a volta de um totalmente novo Karmann Ghia.

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