Garagem CARPLACE #4: conforto e detalhes do consumo com etanol do Onix A/T

Desde a versão mais básica, o Onix impressiona por seu baixo ruído interno e a suspensão bem adaptada ao "ótimo" solo nacional. O câmbio automático de seis marchas é suave nas trocas e trabalha bem com o já conhecido motor 1.4, que rende até 106 cv quando abastecido com etanol - justamente o caso quando chegou minha vez de avaliá-lo.
Garagem CARPLACE #4: conforto e detalhes do consumo com etanol do Onix A/T
Peguei o Onix no "QG" do CARPLACE e parti para a estrada rumo à cidade de Juquitiba (SP), cortada pela Régis Bittencourt - ou, se preferir, BR 116. Rodei 60 km até chegar ao meu destino, e durante todo o percurso notei que o ruído interno era realmente muito baixo quando comparado aos seus rivais. Ouve-se apenas os ruídos das caixas de rodas em um tom abaixo do comum. Fora isso, o conforto e a praticidade dos comandos, de fácil acesso, ajudam muito durante a condução. Apenas os botões de abertura dos vidros não ficam numa boa posição, obrigando o motorista a retrair o braço para abrir as janelas. O câmbio automático de seis marchas tem uma relação bem acertada para enfrentar as estradas. Nas ultrapassagens e subidas, a transmissão reduzia para quarta* marcha e mantinha 6.000 rpm por aproximadamente 10 segundos, a pouco mais de 110 km/h. Em uma condução moderada, rodando entre 95 e 100 km/h, consegui obter o consumo máximo de 11,3 km/l com etanol, lembrando que em momento algum utilizei o ar-condicionado. Na volta para São Paulo, não me preocupei tanto com consumo e liguei o ar-condicionado - afinal, a chuva era das boas. Já o consumo acompanhou a chuva, caindo cada vez mais e chegando ao mínimo de 8,9 km/l, representando uma queda considerável de 2,4 km/l.
Garagem CARPLACE #4: conforto e detalhes do consumo com etanol do Onix A/T
Com este consumo, desencanei da condução moderada e aproveitei um pouco mais do sistema multimídia Mylink, que chama atenção pela praticidade ao conectar um disponível móvel tanto pelo Bluetooth quanto pela entrada USB. Para os compradores de todas as idades, creio que este é um opcional que não pode faltar. O único ponto que o sistema deixa a desejar é no GPS, já que é preciso baixar o aplicativo BringGo (a versão mais barata custa R$ 2,27) em seu smartphone e conectá-lo ao USB do Mylink. Porém, o navegador depende do desempenho do smartphone e da internet utilizada por ele. Este aspecto negativo não é somente no Onix, mas também de todos os modelos da marca que são equipados com a mesma central multimídia sem GPS.
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Ainda com etanol, na cidade peguei trânsito e o Onix fez média de apenas 7 km/l. Saindo do anda e para, consegui a melhor média urbana, de 7,6 km/l. Mas não podemos exigir muito do consumo: sabemos que um carro automático bebe mais que o manual, privilegiando sempre o conforto - uma característica que o Onix tem de sobra perto de seus concorrentes.
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Na questão do acabamento, o Onix apresenta tecido dos bancos de boa qualidade e os plásticos que rodeiam o interior possuem toque agradável, apesar de rígidos. Nas portas traseiras não há tecido e nas dianteiras apenas o apoia-braço traz um pequeno revestimento. Porta-objetos não faltam, enquanto o volante conta com aquela boa pegada do Cruze, fora que a manopla do câmbio automático dá um ar de tecnologia ao interior.
Garagem CARPLACE #4: conforto e detalhes do consumo com etanol do Onix A/T
Já no exterior o design é atraente e garante ao pequeno hatch um toque de esportividade. Observei apenas um pequeno "problema": mesmo com o carro lavado, uma sujeira preta se acumula nas maçanetas e acaba escorrendo pela carroceria. De acordo com mecânicos da própria Chevrolet, isso se deve à lubrificação da maçaneta que acaba saindo e desce pela carroceria após um certo período de uso. Confira esse e outros detalhes na galeria do Onix abaixo: Texto e fotos Diogo Dias *Texto modificado pelo autor.

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