Garagem CARPLACE#2: no dia-a-dia, Fit LX é confortável e impecável ao volante

Na segunda semana de convivência aqui no Garagem CARPLACE, o novo Honda FIT LX CVT segue mostrando suas virtudes e defeitos (muito poucos, por sinal). Apesar do hatch/monovolume ter recebido um desenho mais contemporâneo e elaborado, o visual deixou o carro com aparência menos robusta que na geração anterior. A frente nova me agrada, mas a traseira nem tanto. De qualquer forma, é estranha a ausência dos faróis de neblina e dos retrovisores com repetidores de seta nesta versão intermediária. Parece que está faltando algo. De resto vai bem, se destacando pelo amplo para-brisa e boa área envidraçada.
Garagem CARPLACE#2: no dia-a-dia, Fit LX é confortável e impecável ao volante
No entanto, o novo Fit revela que o interior é uma faca de dois gumes: agrada pelo espaço muito acima da média (só como exemplo, o espaço no banco traseiro supera a maioria dos carros médios), por outro lado decepciona pelo visual simplificado e falta de alguns itens. Não que o acabamento interno seja ruim, pelo contrário, os encaixes são precisos e não há rebarbas aparentes, mas quem paga R$ 58.800 num Fit LX CVT (como o avaliado) vai sentir falta de um revestimento macio na parte central das portas, painel com material emborrachado, indicador de temperatura externa, painel de instrumentos mais refinado e ar-condicionado automático - sim, o Fit é um compacto, e a grande maioria dos compactos nessa faixa de preço traz ar automático.
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Deixando os pontos fracos de lado, o Fit exibe uma cabine espaçosa e silenciosa. Aliás, a Honda caprichou no isolamento acústico: está bem melhor que na geração anterior. Além disso, a excelente visibilidade (proporcionada pela linha de cintura baixa e posição de dirigir um pouco mais elevada) facilita o dia-a-dia no trânsito.
Garagem CARPLACE#2: no dia-a-dia, Fit LX é confortável e impecável ao volante
Passar o dia inteiro dirigindo o Fit na cidade não cansa: direção leve e precisa, suspensão bem acertada (nem macia demais nem muito firme) e pedais bem modulados garantem o conforto ao dirigir. Nessa parte, o câmbio CVT com nova configuração também ajuda. Mantém o giro baixo garantindo economia de combustível e baixo ruído. Abaixo de 2.000 rpm o indicador ECO fica acesso no painel, avisando sobre o modo econômico de dirigir.
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Falando em economia, o Fit marcou 8,0 km/l com etanol em trecho urbano durante minhas andanças. Em congestionamentos a média caiu para algo em torno de 6,0 km/l. Na estrada superou os 11 km/l. Números bons para um carro desse porte e cilindrada, além do o câmbio automático. No geral o desempenho é bom para um motor 1.5 litro, e mesmo na estrada dá conta do recado. Boas arrancadas e retomadas sem sufoco, mesmo em baixos giros. Uma boa solução da Honda foi ter abolido o motor 1.4, que embora fosse muito econômico e bom em alta, deixava a desejar em baixa rotação.
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Com tantos atributos, é fácil concluir que se trata de um ótimo carro. Impecável na dirigibilidade, espaçoso, confortável e econômico. Só fica devendo mesmo pela falta de alguns itens e pelo preço elevado. Apesar das qualidades, não podemos esquecer que o Fit é um carro compacto, mas seu preço invade o segmento médio mesmo nas versões intermediárias. Por Julio Cesar Fotos Rafael Munhoz Veja a galeria abaixo:

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