Carros para sempre: Ford Belina foi de pioneira a perua mais luxuosa do segmento

Carros para sempre: Ford Belina foi de pioneira a perua mais luxuosa do segmento
Após o lançamento do Corcel, em 1968, um projeto surgido da parceria entre Ford e Renault, a marca do oval azul se preparava para ampliar a gama. Primeiro veio o cupê e, algum tempo depois, em março de 1970, chegava a versão perua com vocação familiar: a famosa Belina. Com destaque para o espaço interno amplo para cinco pessoas e porta-malas generoso, a Belina fez sucesso já a partir do lançamento. O ponto fraco era o mesmo do Corcel: desempenho com o motor 1.4, que se revelava insuficiente para o porte do carro. Mas sobravam qualidades como conforto de rodagem, silencio a bordo e economia de combustível, um dos principais destaques da linha Corcel na época.
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Em 1972 a perua ganhava a versão Luxo Especial, com painéis laterais imitando madeira jacarandá e pneus de faixa branca, ao melhor estilo das peruas norte-americanas. No ano seguinte, toda a linha passava por uma reestilização mais ampla, com visual inspirado no irmão maior Maverick: novos faróis e capô, grade dianteira e lanternas. A Ford também lançava na época a versão LDO, que seguia a nomenclatura usada nos Estados Unidos e era adicionada às versões básica e luxo.
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Nos anos seguintes, a Belina passaria pelas mesmas atualizações visuais aplicadas à toda gama Corcel. Na linha linha 75, o modelo ganhou nova grade e faróis, a última mudança antes de uma reestilização mais pesada. Belina II A grande transformação viria em 1978. A perua estreava o visual mais reto e anguloso aplicado à toda a linha Corcel. As novas linhas foram desenvolvidas em túnel de vento, o que favoreceu a aerodinâmica e consequentemente o consumo. O estilo ficava bem mais atraente e atual, dando impressão até de um carro maior.
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Outras novidades incluíam para-brisa laminado, pneus radiais, coluna de direção retrátil e o grande vidro lateral traseiro, que podia ser dividido nas versões superiores. A Belina II, como passou a ser chamada, continuava com o econômico motor 1.4 que fazia até 12 km/l em média, mas em 1979 viriam o motor o 1.6 e o inédito câmbio de cinco marchas, que na época só a Alfa Romeo possuía. Em 1980 era lançado o motor 1.6 a álcool, que foi elogiado graças à facilidade nas partidas a frio e funcionamento mais suave que os concorrentes.
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Em 1981, a família ganhava leves atualizações visuais: novos para-choques, novos bancos com encostos, novo painel de instrumentos e suspensão retrabalhada com componentes emprestados do recém-lançado Del Rey.
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A concorrência da Belina era limitada, já que a Chevrolet Caravan estava num segmento acima e a VW Variant II e Chevrolet Marajó não faziam frente ao modelo da Ford. O cenário favorável para a Belina só começou a mudar a partir de 1983, com a chegada da VW Parati, que embora não tivesse todos os atributos do Ford, era um carro de conceito mais moderno.
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Ainda em 1983 a Ford lançava a perua Scala, derivada do Del Rey. Popularmente conhecida como Belina Del Rey, ela trazia todo o luxo e refinamento presentes no sedã: revestimento de veludo, painel de instrumentos mais completo, relógio digital, ar-condicionado e controle elétrico dos vidros e travas. No visual, faróis iguais ao do sedã e na traseira lanternas bem maiores do que na Belina. Como o visual da Belina estava ficando datado novamente, a Ford promoveu uma outra reestilização na linha em 1985. Os destaques eram a frente mais inclinada, que contava com novos faróis em forma de trapézio, nova grade dianteira e painel de instrumentos herdado da versão básica do Del Rey.
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No curto período entre 1985 e 1987, a Belina, assim como a picape Pampa, teve uma versão 4×4. Era algo inédito no segmento, mas que acabou sendo descontinuada por problemas de funcionamento e durabilidade. Quando o Corcel deixou de ser produzido em 1986, a Scala foi substituída pela Del Rey Belina. Na verdade era o mesmo carro, só mudando o nome, já que a Belina derivada do Corcel também estava sendo descontinuada.
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A trajetória da Del Rey Belina seguiu até 1991, quando deu lugar a um projeto mais novo, fruto da Autolatina: Ford Royalle, derivada do Versailles (um VW Santana com toques de Ford) e que nem de longe repetiu o sucesso da saudosa Belina.

Galeria: Ford Belina

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